A coleta de lixo em Indaiatuba, no interior de São Paulo, foi prejudicada na manhã dessa segunda-feira (16/2), depois de uma paralisação geral promovida por coletores do município. Os trabalhadores reivindicam melhorias nas condições de trabalho, além de reajustes nos salários e nos benefícios.
Os coletores se reuniram em frente à sede da Corpus Saneamento e Obras, concessionária responsável pelo serviço na cidade.
Os funcionários afirmaram que voltariam ao trabalho apenas depois de um acordo garantindo a adesão das solicitações, além de uma solução para os problemas no ambiente de trabalho.
A Corpus informou que cumpre as normas previstas na legislação brasileira e negou que haja falta de infraestrutura ou condições precárias para os trabalhadores.
A Prefeitura de Indaiatuba afirmou em nota que o serviço de coleta de resíduos domiciliares foi retomado durante a noite e que o cronograma será seguido normalmente. Os atrasos causados em decorrência da greve serão compensados no decorrer da semana.
Apesar disso, relatos apontam que nenhum caminhão saiu para as ruas nas primeiras horas da manhã.
Já a Corpus disse que “antecipou as negociações de dissídio coletivo e apresentou uma proposta aos coletores”, mas a proposta não foi aceita. O caso continua sob observação da administração local, mesmo depois do anúncio de retomada.
Proposta da Corpus
A empresa classificou a paralisação como ilegal, alegando que o movimento não cumpriu os requisitos da Lei nº 7.783/89 e não teve deliberação sindical. De acordo com a empresa:
- Foi tentado diálogo direto com os trabalhadores desde o início da manhã;
- Houve apresentação de proposta emergencial com aumento imediato em alguns benefícios;
- A proposta não foi aceita pelos grevistas;
- Medidas legais serão adotadas para garantir a continuidade do serviço.
