Lula comemora vitória histórica nas Eleições 2026, defende regulação das redes sociais e diz: ‘vamos ter que regulá-las’

Declaração foi feita durante um pronunciamento à imprensa após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026

Lula também criticou empresas de tecnologia que, segundo ele, lucram bilhões sem pagar impostos no Brasil e tentam direcionar o resultado das eleições/Reprodução/Youtube/Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu neste domingo (25/10) a regulação das plataformas digitais e afirmou que “vamos ter que regulá-las”. A declaração foi feita durante um pronunciamento à imprensa após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, no qual Lula criticou a influência das empresas de tecnologia no processo eleitoral.

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Não é possível que a gente não tenha consciência que o crime no mundo digital tem que ser tratado igual o crime na vida real”, disse o presidente.

Lula também criticou empresas de tecnologia que, segundo ele, lucram bilhões sem pagar impostos no Brasil e tentam direcionar o resultado das eleições. “Nós não podemos ter empresas monstruosas de grande, ganhando milhões e bilhões, não pagando nenhum imposto para esse país e tentando direcionar o resultado eleitoral desse país”, afirmou.

Durante a fala, Lula agradeceu aos eleitores, aos partidos que participaram da campanha e às pessoas que, segundo ele, foram às ruas para defender a democracia. O presidente também afirmou que o pleito foi uma “derrota do negacionismo” e da mentira e destacou a participação de jovens e idosos na votação.

Reeleição histórica

Lula foi reeleito presidente da República neste domingo, no segundo turno das eleições de 2026. O petista recebeu 51,77% dos votos válidos, contra 48,23% votos de Flávio Bolsonaro (PL).

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Com 99,89% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula somava 64.169.977 votos e já era decretado como presidente reeleito. Flávio Bolsonaro somava 59.789.320 votos.

Com a vitória, Lula iniciará, em 2027, seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto. O petista já governou o Brasil por três mandatos: de 2003 a 2006, de 2007 a 2010 e de 2023 a 2026.

Queda nos ausentes

Cerca de 3 milhões de eleitores a mais compareceram às urnas no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 em comparação com o primeiro turno.

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A queda no número de ausentes contraria o comportamento observado na maioria das eleições presidenciais brasileiras desde a redemocratização, quando a abstenção geralmente aumenta entre o primeiro e o segundo turno. Em 2022, houve uma pequena redução, de 20,95% no primeiro turno para 20,58% no segundo.

Apesar da diminuição no total de eleitores ausentes, os números nacionais não permitem determinar quantas pessoas compareceram por influência das campanhas de mobilização nem qual candidato foi mais beneficiado pelo aumento da participação.