Distrito Federal desbanca SP e lidera ranking de melhor qualidade de vida no país

Apesar do isolamento positivo do DF e de Curitiba, país registra tombo inédito em inclusão social

Distrito Federal lidera ranking entre as unidades federativas e Curitiba assume topo das capitais

Distrito Federal lidera ranking entre as unidades federativas e Curitiba assume topo das capitais | Agência Senado

O Distrito Federal foi eleito, dentre as unidades federativas do país, a unidade com a melhor qualidade de vida, segundo o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil de 2026, que avalia o desempenho com base em 57 indicadores sociais e ambientais.

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A liderança isolada do Distrito Federal

A capital lidera a pesquisa com base em áreas como saúde, educação, segurança, saneamento, inclusão social e acesso a oportunidades. O Distrito Federal superou estados como São Paulo (recorde de premiação na categoria municípios) e Santa Catarina.

Distrito Federal: 70,73 São Paulo: 67,96 Santa Catarina: 65,58 Paraná: 65,21 Minas Gerais: 64,66

Ao contrário do Produto Interno Bruto (PIB), que se restringe a quantificar a atividade econômica e a riqueza gerada por uma nação, o Índice de Progresso Social (IPS) avalia se esses recursos se traduzem em bem-estar real para a população.

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Como pontua Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil, o indicador parte do princípio de que o avanço financeiro não resulta, de forma automática, em desenvolvimento social, funcionando como uma ferramenta analítica para medir se a riqueza produzida de fato chega à ponta e transforma o cotidiano das pessoas.

A disputa acirrada entre Brasília e Curitiba

Em 2024, Brasília tinha ficado com a liderança na categoria capital, com nota 73,10. Neste ano de 2026, veio a consolidação como referência nacional no desenvolvimento social: com pontuação de 70,73, Brasília ocupou a segunda colocação, enquanto Curitiba (PR) acabou na primeira posição.

Curitiba (PR): 71,29 Brasília (DF): 70,73 São Paulo (SP): 70,64 Campo Grande (MS): 69,77 Belo Horizonte (MG): 69,66

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No parâmetro nacional, o Brasil não teve um crescimento considerável em comparação com os anos passados, quando o país obteve médias de 63,05 (em 2025) e 62,85 (em 2024). Em 2026, a pontuação do país foi de 63,40.

O avanço da conectividade nacional

Entre os componentes avaliativos, o que mais avançou de 2025 para 2026 foi o de Acesso à Informação e Comunicação, impulsionado pelo aumento do acesso da população a tecnologias e meios de comunicação.

O retrocesso histórico na inclusão social

Por outro lado, o país apresentou uma queda histórica na Inclusão Social, componente que mede indicadores ligados, por exemplo, à representação de mulheres e pessoas negras, à violência contra minorias e a famílias em situação de rua.

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Em Direitos Individuais aparece o lado mais crítico, com média de 39,14. Esse número representa o componente mais baixo analisado no país.