Marcelo Crivella tem celular apreendido durante operação da Polícia Civil

Ação foi um desdobramento da Operação Hades, que investiga um suposto ‘QG da Propina’ na Prefeitura do Rio de Janeiro

Viatura da Polícia CIvil em frente à Sede Administrativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira

Viatura da Polícia CIvil em frente à Sede Administrativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira | /Andre Melo Andrade/Immagini/Folhapress

Na manhã desta quinta-feira (10), o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil do Rio fizeram buscas na prefeitura, na casa do prefeito, Marcelo Crivella (Republicanos), e no Palácio da Cidade, onde ele despacha. O celular do prefeito foi apreendido.

A ação é um desdobramento da Operação Hades, que investiga um suposto “QG da Propina” na Prefeitura do Rio de Janeiro.

As investigações apontam que empresas interessadas em fechar contratos ou tinham dinheiro para receber do município entregavam cheques a Rafael Alves, irmão de Marcelo Alves — então presidente da Riotur. Rafael, então, facilitaria a assinatura dos contratos e o pagamentos das dívidas.

Além de Marcelo Crivella e Rafael Alves, Mauro Macedo, ex-tesoureiro de Crivella, e Eduardo Benedito Lopes, ex-senador, suplente de Crivella, também são alvos da operação. Ao todos, os agentes cumpriram 22 mandados de busca e apreensão.

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Investigação

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Em março, a Polícia Civil e o Ministério Público cumpriram 17 mandados de busca e apreensão em endereços de Marcelo Alves, então presidente da Riotur, do irmão dele, Rafael Alves, e Lemuel Gonçalves, ex-assessor de Crivella.

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A investigação foi baseada na delação premiada do doleiro Sérgio Mizrahy, que foi preso na Operação Câmbio Desligo – um desdobramento da Lava Jato no Rio.

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Mizrahy chama um escritório da prefeitura de “QG da Propina”, mas não soube dizer se o prefeito Marcelo Crivella sabia da existência da estrutura. De acordo com a delação, Rafael Alves era o operador do esquema.