Passado quase quatro meses desde o pregão eletrônico, o Metrô de São Paulo optou por desclassificar o Consórcio Nove de Julho, que havia feito a proposta de R$ 4,9 bilhões pelo Lote 01 de obras civis da Linha 19-Celeste. Foi o menor lance entre os registrados.
A decisão ocorre depois do acolhimento de um recurso administrativo e levou à anulação da habilitação técnica do grupo, o que fará com que a licitação seja reaberta em 5 de fevereiro (quinta-feira) para avaliação das propostas seguintes.
A desclassificação passou pela análise do próprio Metrô de um atestado de capacidade técnica apresentado pelo consórcio. O documento foi emitido por uma empresa chinesa integrante do grupo e era o único que comprovava experiência com o uso de tuneladora, exigência expressa no edital.
Lote 01
O Lote 01 possui o menor valor entre os contratos da Linha 19-Celeste e abriga todas as intervenções no município de Guarulhos. O escopo prevê a construção de túneis e cinco estações, além da necessidade de aquisição e operação de um tatuzão, equipamento essencial para a escavação subterrânea em áreas urbanas densas.
Na análise do Metrô, o atestado não atendia aos critérios técnicos, visto que a obra de referência não se enquadrava como escavação urbana contínua com extensão mínima estabelecida na licitação.
Consórcio rival pressionava
A desclassificação foi confirmada após um dos concorrentes, o consórcio formado pelas empresas Agis-Ohla-Cetenc, ter apresentado proposta de R$ 5 bilhões, que passa a ser avaliada, assim como os demais participantes habilitados.
O grupo apontou supostas irregularidades na proposta até então vencedora desde outubro.
Outros lotes
As obras civis da Linha 19-Celeste ainda têm outros dois lotes em análise, ambos em que os consórcios liderados pela Odebrecht apresentaram as propostas de menor valor.
