Os funcionários metroviários das linhas 4-Amarela e 5-Lilás de metrô de São Paulo, geridas pela concessionária Motiva, estudam realizar uma greve, ainda sem data definida. Segundo o Sindicato dos Metroviários, os trabalhadores estão indignados com o rebaixamento do plano de saúde no fim do ano passado.
Ainda conforme o sindicato, a mudança rebaixou a qualidade do plano, que parou de contar com hospitais da Rede D’Or e de centenas de clínicas. “A categoria reivindica mesmo plano de saúde Bradesco Nacional Top que os supervisores, gerentes e diretores”, informou a entidade.
“A vida da família dos trabalhadores Agentes de Segurança, Oficiais e Técnicos de Manutenção não vale menos que as famílias da chefia”, seguiu o sindicato.
Ameaça de freve
Além do plano de saúde, a categoria reivindica aumento real de salários, adicional motorista e moto ronda, fim do banco de horas e mais segurança no trabalho.
Em nota, a concessionária afirmou que a operação de ambas as linhas seguem normalmente, e que não há qualquer previsão de paralisação.
“As Linhas 4Amarela e 5Lilás informam que não há paralisação prevista. A operação segue normalmente, das 4h40 à meia-noite, reforçando o compromisso com o serviço prestado aos clientes. A concessionária destaca que mantém diálogo contínuo com a entidade sindical no âmbito das negociações em andamento”, afirmou.
Nesta terça-feira (12/5), a assembleia do sindicato aceitou a proposta do governo paulista, o que evitou uma greve das linhas sob gestão pública. Nesse caso, as linhas afetadas seriam a 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 15-Prata e 17-Ouro.
