Ministério Público vai investigar superfaturamento no Hospital de Campanha de Mauá

De acordo com a promotoria, os gastos de Mauá e Santo André possuem uma diferença de 463%

O Hospital Municipal de Campanha foi inaugurado nesta terça-feira (28)

O Hospital Municipal de Campanha foi inaugurado nesta terça-feira (28) | Divulgação/Prefeitura de Mauá

Na última sexta-feira (24), o promotor José Luiz Saikali instaurou um inquérito civil que visa apurar irregularidades e indícios de superfaturamento na contratação emergencial de empresas para implementação e administração do Hospital de Campanha de Mauá.

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Os vereadores Adelto Cachorrão, do Republicanos, Marcelo Oliveira, do PT, Professor Betinho e Sinvaldo Carteiro, do PSL, assinaram o inquérito civil. Entretanto, a prefeitura do município nega a existência de irregularidades.

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De acordo com a promotoria, os gastos de Mauá e Santo André possuem uma diferença de 463%. Em Mauá, a empresa Pilar Organizações e Festas foi contratada para instalar 30 leitos pelo valor mensal de R$ 221.900, acumulando um gasto de R$ 7.396,67. Já em Santo André, foram gastos R$ 157.500,00 na construção de 120 leitos.

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Em nota enviada ao Diário Regional, a Prefeitura de Mauá revelou que existe um equívoco no comparativo feito com o hospital de Santo André, alegando que a prefeitura fatiou a estrutura em vários contratos.

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O Paço alega que a estrutura do hospital de campanha possui instalação elétrica, equipamentos de ar-condicionado, leitos individuais, farmácia e laboratório próprio para teste de Covid-19. Já o hospital de Santo André utiliza circuladores de ar, e não aparelhos de ar-condicionado.

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O inquérito também vai apurar a contratação da Atlantic Transparência e Apoio à Saúde. A empresa foi contratada pelo valor de R$ 1.079.900 para administrar o hospital.

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A Fundação do ABC, responsável por prestar serviços públicos de Saúde na cidade, esclareceu à promotoria que não obteve acesso ao projeto do município sobre a criação do hospital de campanha e desconhece detalhes.

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No entanto, a prefeitura alega que a contratação foi formalizada após pesquisa de mercado e contempla a participação de infectologistas renomados, como o Jamal Suleiman, do Instituto Emílio Ribas, além de médicos do Hospital São Luiz.

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A prefeitura também informa que investigou todas as organizações que enviaram propostas.