Maria Lúcia Amary, deputada estadual em seu sexto mandato consecutivo, participou de uma entrevista exclusiva à Gazeta e fez um balanço de sua trajetória na política paulista.
Com forte atuação no interior de São Paulo, no Vale do Paraíba e no litoral sul, Maria Lúcia também é pré-candidata a deputada estadual pelo PSD.
Professora e advogada, com mestrado em Direito Constitucional e Administrativo, a parlamentar foi a primeira mulher da história a ser eleita vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), cargo em que assumiu interinamente a presidência da Casa em diversas ocasiões.
Durante a entrevista à Gazeta, Maria Lúcia abordou temas como política estadual e nacional, participação das mulheres na política, segurança pública, saúde e educação.
Presença feminina na política
Ao comentar o avanço da presença feminina em cargos políticos, a deputada afirmou que houve crescimento nas últimas décadas, embora considere o ritmo ainda lento.
“Quando eu cheguei na Assembleia Legislativa, em 2002, nós éramos oito mulheres. Hoje, nós somos vinte e cinco. Ainda é um número infinitamente menor do que nós gostaríamos de ter, mas já avançou um pouco em relação a 20 anos. A chegada dessas mulheres mudou a dinâmica da Assembleia, porque, quando a mulher entra num processo, qualquer que seja ele, no caso a política, ela transforma o ambiente. A gente percebe que, do começo do mandato pra hoje, nós somos mais ouvidas do que éramos antes”, afirmou.
Ao relembrar as campanhas eleitorais, Maria Lúcia Amary afirmou que sempre percebeu maior dificuldade para captar investimentos de empresários em candidaturas femininas.
“A gente percebe, por exemplo, que na época que podia investir em candidaturas, na verdade, como mulher eu sentia dificuldade que os empresários investissem nas candidaturas femininas, inclusive na minha. Isso acontece até hoje. Eles investiam tranquilamente nas candidaturas masculinas”, afirmou.
Bandeiras políticas em São Paulo
Em seu sexto mandato, a deputada destacou que a defesa dos direitos das mulheres, causa animal, saúde e as políticas sociais são as principais bandeiras de sua atuação parlamentar.
Maria Lúcia também é autora da lei que proíbe a queima de fogos de artifício com estampido, medida voltada à proteção de animais, idosos, pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), crianças e pessoas com deficiência.
“Toda vez que eu começo um mandato, eu converso com a minha equipe e a gente traça quais serão as bandeiras. Nesse último mandato, eu construí com a minha equipe que iríamos focar na causa animal, na defesa das mulheres, no feminismo e nas questões sociais”, afirmou.
Reconhecimento pela atuação
Ao longo da carreira parlamentar, Maria Lúcia Amary acumula uma série de homenagens e reconhecimentos por sua atuação política.
A deputada já foi agraciada com medalhas como Ruth Cardoso, Lauro Ribas Braga, Amigo da Marinha, Brigadeiro Tobias, da Constituição e a Cultural Luiz Matheus Maylasky, além do Colar Evocativo da Revolução Constitucionalista de 1932.
Também recebeu o Prêmio Mérito Profissional do Rotary Club São Paulo Norte, o título de Embaixadora da Paz, o Prêmio Personalidade do Ano de 2017 da Abrafarma e os prêmios de Melhor Deputada Estadual de 2021 e 2022 do Portal RMS News.
No âmbito municipal, Maria Lúcia Amary também acumula 27 títulos de cidadã, concedidos por diferentes municípios do interior paulista e do litoral sul, em reconhecimento à atuação em prol do desenvolvimento regional.
Entre as cidades que já concederam a homenagem estão Sorocaba, Porto Feliz, Votorantim, Capão Bonito, Itu, Boituva, Mairinque, Piedade, Pilar do Sul, Araçoiaba da Serra, Salto de Pirapora e Cerquilho.








