Mino Carta morre aos 91 anos e encerra era de coragem no jornalismo nacional

Jornalista estava internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, havia duas semanas

Mino Carta fundou a revista CartaCapital e é referência na imprensa brasileira

Mino Carta fundou a revista CartaCapital e é referência na imprensa brasileira | Reprodução

O jornalista Mino Carta, fundador da revista CartaCapital e referência na imprensa brasileira, morreu nesta terça-feira (2/9), aos 91 anos.

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A informação foi confirmada pela revista por meio das redes sociais. A causa da morte não foi divulgada, mas Mino estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, havia duas semanas.

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Nascido em Gênova, na Itália, em 6 de setembro de 1933, Mino Carta se mudou com a família para São Paulo na década de 40.

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O grande marco no jornalismo nacional veio quando ele fundou e trabalhou como diretor de importantes veículos de comunicação, como as revistas Veja, IstoÉ e CartaCapital, além do tradicional Jornal da Tarde, do Estadão.

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Ele era casado com Maria Angélica Pressoto, que morreu em 1996. Um de seus filhos, que também era jornalista, Gianni Carta, morreu em 2019, vítima de câncer. Mino deixa a filha, Manuela Carta.

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Na década de 50, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), mas não concluiu o curso.

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Aos 27 anos, Mino ganhou destaque ao ser o primeiro diretor da revista Quatro Rodas. Em 1979, lançou o Jornal da República ao lado de Cláudio Abramo, também jornalista.

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Na época da ditadura militar brasileira, quando esteve à frente da revista Veja, Carta sofreu censura ao publicar denúncias de tortura.

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Ele também foi escritor e é autor de livros de romances como “Castelo de Âmbar” (2000), “A Sombra do Silêncio” (2003) e “A Via de Mat” (2016).