MP prende dois em operação contra fraude na saúde pública do Rio

De acordo com o ministério, os acusados participam de uma organização criminosa que atua na organização social (OS) Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas)

Marcos Duarte da Cruz, acusado de ser administrador oculto de instituto, sendo conduzido por agente do Ministério Público do Rio

Marcos Duarte da Cruz, acusado de ser administrador oculto de instituto, sendo conduzido por agente do Ministério Público do Rio | / Mauricio Almeida/AM Press & Images/Folhapress

Nesta quinta-feira (23), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu dois empresários suspeitos de cometer fraudes na saúde fluminense.

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De acordo com o ministério, os acusados participam de uma organização criminosa que atua na organização social (OS) Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), que tem contratos para gerenciar unidades de saúde no Rio.

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O MPRJ prendeu o empresário Luis Eduardo da Cruz, acusado de ser administrador oculto da Iabas e o empresário Francesco Favorito Sciammarella Neto.

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Além dos mandados de prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos denunciados e de outros fornecedores da organização social.

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Os alvos da operação são Luis Eduardo Cruz, ex-controlador do Iabas; Simone Amaral da Silva Cruz, esposa de Luis Eduardo; Marcos Duarte da Cruz, irmão de Luis Eduardo; Adriane Pereira Reis e; Francesco Favorito Sciammarella Neto, empresário.

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Segundo o MPRJ, o Iabas estabelecia “falso argumento de prestar serviços públicos de saúde”, quando, na verdade, era utilizado “para o cometimento de centenas de delitos de peculato e lavagem de dinheiro”.

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Ainda de acordo com o ministério, a organização superfaturava contratos de serviços e aquisição de bens e repassa esse dinheiro por meio de empréstimos simulados, transações financeiras estruturadas e pagamentos de cheques fracionados.

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“Apenas do município do Rio de Janeiro, ente que mais repassou valores à OS, foram desviados mais de R$ 6 milhões a pretexto da execução de serviços de exames laboratoriais, jardinagem nas unidades de saúde, locação de veículos e manutenção predial por quatro fornecedores”, destaca a nota do MPRJ.

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O instituto informou que o empresário Luis Eduardo não tem mais relação com o Iabas.

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Em nota, o Iabas negou as acusações. “Todas as suas prestações de contas relativas aos contratos com a Prefeitura do Rio foram aprovadas, apenas as informações de 2019 ainda estão sob análise”, diz a nota do instituto.

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Ação em São Paulo

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A sede da organização social em São Paulo também foi alvo de mandados de busca e apreensão. O escritório precisou ser arrombado.

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A polícia também cumpriu mandados na casa do sócio-fundador do Iabas, Luciano Artioli Moreira.