Após erro da companhia aérea Gol, um cachorro fez 8 horas de viagem e morreu ao chegar em Guarulhos, na Grande São Paulo, nesta segunda-feira (22). O animal viajou de São Paulo a Fortaleza (CE), quando seu destino final deveria ser a cidade de Sinop (MT).
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Trajeto do cachorro
O golden retriever Joca foi enviado ao destino errado e depois mandado de volta para o local de origem. Confira percurso e duração.
- São Paulo até Fortaleza: duração de 3h30
- Espera pelo próximo voo: duração de 1h30 mais ou menos
- Fortaleza até São Paulo: duração de 3h30
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O que diz o especialista
Para saber mais sobre o assunto, a Gazeta entrevistou o Dr Marcos Magliano, diretor clinico e sócio da Clínica Veterinária Faria Lima, graduado em Medicina Veterinaria pela USP no ano de 1973. Segundo o especialista, o cachorro pode ter falecido devido ao superaquecimento ou despressurização do bagageiro.
Um cachorro, quando colocado em um carro trancado por um longo período, morre pelo aumento de sua temperatura corporal. No caso de Joca, o animal passou 8 horas dentro de um bagageiro sem ventilação e com difícil acesso a água, o que poderia ter abaixado sua temperatura corpórea. A outra suspeita é se o bagageiro, ou porão, era despressurizado. Caso não seja, o cachorro ficou sem oxigênio e veio a falecer.
O que deveria ter sido feito pela companhia
O Dr Marcos Magliano observou que a caixa era muito apertada para Joca, um animal de grande porte.”É necessário um maior treinamento por parte dos funcionários quando lidam com uma carga viva. Os profissionais deveriam ter passeado com o cachorro, oferecido água.”, complementou o Dr. Marcos Migliano, lembrando que se é um serviço oferecido pela companhia, o treinamento da equipe é uma obrigação.
Na opinião do especialista, a companhia “não poderia ter tratado o cão como uma mala extraviada”.
O que os donos podem fazer antes de uma viagem
Segundo o médico veterinário, além de adquirir um atestado de saúde, um check-up deve ser feito para ter uma noção completa do estado de saúde do animal. “90% das vezes não temos problemas, mas o acompanhamento antes das viagens é fundamental para a prevenção”, terminou o veterinário.
*Texto sob supervisão de Diogo Mesquita
