A polícia do Nepal confirmou neste sábado (29/8) que o número de mortos após o desabamento de uma geleira no país subiu para 626, com 2.478 pessoas desaparecidas.
O ministro das Finanças do Nepal afirmou à agência de notícias Reuters que o país precisará entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões (cerca de R$ 20,8 bilhões e R$ 26 bilhões, pela cotação atual, respectivamente) para a reconstrução local.
O governo do Nepal rejeitou ajuda externa para buscas gerais, mas pediu apoio técnico especializado.
O ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal, afirmou que o país consegue gerenciar os resgates comuns, mas carece de experiência em áreas específicas.
O que causou as enchentes no Nepal
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) revisou a avaliação inicial sobre o fenômeno. A agência concluiu que o sinal sísmico veio de um colapso de geleira e de um fluxo de detritos.
A primeira análise havia classificado o evento como um terremoto de magnitude 4,4. Depois, os técnicos analisaram estações sísmicas, ondas de longo período e imagens de satélite.
Com os novos dados, o USGS descartou a ocorrência de um terremoto. O evento sísmico passou a ser associado ao movimento de gelo, rochas e sedimentos.
Como o fenômeno atingiu a região
O deslocamento ocorreu em uma área elevada do Himalaia. A queda de grandes volumes de gelo e materiais rochosos alterou o fluxo da água e aumentou a força da correnteza.
O material alcançou cursos d’água da região. Em seguida, a água e os detritos avançaram para áreas situadas em altitudes menores.
O Departamento de Hidrologia e Meteorologia do Nepal mantém sistemas de monitoramento de rios e alertas para situações de enchente. O órgão também disponibiliza informações hidrológicas e meteorológicas atualizadas.
