‘O ESG se paga’: presidente do IPT explica como instituto atrai gigantes como Google e aposta em IA para acelerar inovação

Em entrevista à Gazeta, Anderson Ribeiro Correia afirma que transparência, inteligência artificial e agilidade são pilares para transformar pesquisa em inovação e atrair investimentos ao Brasil

Presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Anderson Ribeiro Correia

Presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Anderson Ribeiro Correia em entrevista à Gazeta /Yasmin Martildes/Gazeta de S. Paulo

O presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Anderson Ribeiro Correia, afirmou que as práticas de ESG, a redução da burocracia e o uso de inteligência artificial são fundamentais para ampliar a inovação no Brasil e atrair empresas globais.

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Em entrevista à Gazeta, na última quinta-feira (6/8), ele destacou que a instituição tem buscado modernizar processos para aproximar academia, governo e setor produtivo. Confira entrevista em vídeo abaixo:

Segundo Correia, um dos principais desafios do IPT é acelerar a formalização de parcerias sem abrir mão da segurança jurídica e da transparência.

“O ESG se paga. Esse gasto dá uma segurança para a gente. Os nossos contratos são transparentes, a gente evita custos futuros e facilita para o investidor.”

O presidente citou como exemplo a instalação de um centro do Google dentro do campus do IPT.

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Segundo ele, grandes empresas exigem padrões elevados de governança e compliance antes de firmarem parcerias.

“Uma empresa para entrar no nosso campus vai querer ser parceira de alguém que é responsável. O Google tem um compliance marcante. Além do IPT atender ao nosso compliance, tivemos que atender também ao do Google”, afirmou.

IPT quer acelerar contratos e aposta em inteligência artificial

Outro foco da gestão é reduzir o tempo necessário para fechar contratos com empresas interessadas em desenvolver pesquisas e soluções tecnológicas.

Para Anderson Ribeiro Correia, a velocidade passou a ser um fator decisivo para a competitividade do instituto: “A agilidade é o nosso desafio.”

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Ele explicou que o objetivo é responder rapidamente às demandas do mercado.

“Você não pode demorar para fazer uma parceria com a empresa. Quando ela chega ao IPT, precisamos responder rapidamente, avaliar contratos, cumprir prazos e entregar a pesquisa no tempo esperado.”

Segundo o presidente, a meta da instituição é tornar os processos ainda mais rápidos: “Agora a nossa meta é chegar às 24 horas.”

Inteligência artificial deve transformar áreas técnicas e administrativas

Para alcançar essa agilidade, o IPT vem ampliando o uso de ferramentas de inteligência artificial em diferentes setores.

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Correia afirmou que a tecnologia não deve ficar restrita aos pesquisadores.

“Precisamos usar inteligência artificial e estamos avançando bastante. Estamos disponibilizando ferramentas atualizadas para que todos os funcionários saibam utilizá-las no dia a dia.”

Ele ressaltou que a adoção da tecnologia também envolve as áreas administrativas, com o objetivo de reduzir etapas burocráticas e aumentar a eficiência dos processos internos.

Papel do IPT é conectar governo, universidades e empresas

Durante a entrevista, Anderson Ribeiro Correia também definiu a principal missão do Instituto de Pesquisas Tecnológicas.

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“O IPT tem um papel muito único na sociedade brasileira: ligar as pontas.”

Segundo ele, o instituto atua como elo entre universidades, poder público e iniciativa privada para transformar conhecimento científico em soluções que chegam ao mercado.

“É o governo, a academia e a indústria conectados, com o IPT fazendo esse papel de conexão. Não são muitas instituições no Brasil que conseguem fazer isso.”

Correia afirmou ainda que o instituto tem ampliado sua atuação nos últimos anos e busca consolidar sua posição como referência nacional em pesquisa aplicada.

“A gente se tornou a principal referência do país para pesquisa que gera resultado para o setor produtivo.”

Quem é Anderson Ribeiro Correia

Anderson Ribeiro Correia é engenheiro civil formado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mestre em Engenharia de Infraestrutura Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e doutor em Engenharia de Transportes pela University of Calgary, no Canadá.

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Professor do ITA há mais de duas décadas, foi reitor da instituição por sete anos.

Atualmente, ocupa a presidência do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), um dos principais centros de pesquisa e inovação do Brasil, responsável pelo desenvolvimento de tecnologias voltadas à indústria, infraestrutura, sustentabilidade e políticas públicas.

Anderson completou dois anos de mandato em 2026, e segue a frente do IPT até agosto de 2028.

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Reconhecido como uma das principais lideranças acadêmicas do País, Anderson também participou da criação da ITAEx, associação de ex-alunos do ITA, da qual é membro honorário

O que é o IPT

Fundado há mais de um século, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) é uma empresa pública vinculada ao Governo do Estado de São Paulo. 

A instituição desenvolve pesquisas, ensaios, consultorias e soluções tecnológicas para empresas e órgãos públicos em áreas como engenharia, construção civil, energia, meio ambiente, materiais, transformação digital e inovação industrial.

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O instituto atua em projetos que buscam aumentar a competitividade da indústria brasileira, apoiar políticas públicas e estimular o desenvolvimento científico e tecnológico.