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Orquídea brasileira usa armadilha para enganar insetos: conheça essa e outras espécies que recorrem a truques curiosos para se reproduzir e saiba qual ter em casa
Nativa do Brasil, esta espécie curiosa atrai moscas simulando colônias de pulgões para forçar o transporte de pólen
Conheça também estratégias de outras orquídeas pelo mundo e saiba quais espécies são mais indicadas para cultivo em casa (Foto_ Emil Mondoa_Pexels)
O brasileiro tem fama de ser espertinho e, no mundo das plantas, isso não é diferente com as orquídeas. Uma espécie nativa do Brasil, por exemplo, usa uma verdadeira armadilha para enganar moscas e garantir a própria polinização.
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Trata-se da Phragmipedium vittatum, que atrai o inseto ao exibir uma aparência semelhante à de uma colônia de pulgões.
Depois, faz com que ele percorra um caminho específico dentro da flor, que acaba sendo muito útil para a reprodução da espécie, antes de conseguir escapar.
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Conhecida pelo crescimento rápido e pela folhagem abundante, a dinheiro-em-penca (Pilea nummulariifolia) é uma erva ornamental comum no Brasil. O apelido faz referência às crenças de prosperidade associadas à planta Nativa de Madagascar, a orelha-de-burro (Kalanchoe gastonis-bonnieri) é uma planta suculenta. As folhas grandes, alongadas e dobradas lembram as orelhas do animal que lhe deu fama (Foto: Mokkie/Wikimedia Commons)Originária das florestas do Sudeste Asiático, a flor-morcego (Tacca chantrieri) é uma planta herbácea tropical. Suas flores escuras e os longos filamentos criam um formato muito parecido com um morcego de asas abertas (Foto: geoff mckay/Wikimedia Commons) A sapatinho-de-judia (Thunbergia mysorensis) é uma trepadeira originária da Índia. As flores pendentes apresentam um formato curvo que lembra pequenos sapatos, além de facilitar a polinização por aves (Foto: Vinayaraj/Wikimedia Commons)A flor-cadáver (Amorphophallus titanum) cresce nas florestas de Sumatra, na Indonésia. O nome curioso surgiu por causa do forte cheiro de carne em decomposição liberado durante a floração para atrair insetos (Foto: Tim Rademacher/Wikimedia Commons)A chifre-de-veado (Platycerium bifurcatum) é uma samambaia epífita bastante cultivada em jardins. Suas folhas longas e recortadas lembram os galhos de um cervo, característica que inspirou seu nome popular (Foto: David J. Stang/Wikimedia Commons)O nome Amansa-senhor (ou Guiné) é usado para espécies como Petiveria alliacea e algumas do gênero Erythrina. Bastante conhecida no Brasil, a planta ganhou esse apelido por seu uso tradicional na medicina popular (Foto: Billjones94/Wikimedia Commons)A garra-do-diabo (Harpagophytum procumbens) é uma planta herbácea típica do sul da África. O nome surgiu porque seus frutos desenvolvem ganchos resistentes que se prendem aos animais para espalhar as sementes (Foto: Olga Ernst & Hp.Baumeler/Wikimedia Commons)A coração sangrando (Lamprocapnos spectabilis) é uma planta herbácea encontrada em regiões da Ásia. As flores têm formato de coração e exibem uma pequena gota branca pendente, lembrando uma lágrima (Foto: Vulkano/Wikimedia Commons)Encontrado nas montanhas da Bolívia, o cacto rabo-de-macaco (CCleistocactus colademononis) possui hastes longas cobertas por espinhos macios, formando uma aparência semelhante à cauda de um macaco (Foto: BlueInOrbit/Wikimedia Commons)
Armadilha faz a mosca trabalhar pela flor
A estratégia começa com o mimetismo, nome dado à capacidade de uma espécie imitar características de outra. Nesse caso, os pontos escuros sobre a flor fazem a mosca acreditar que encontrou pulgões, alimento importante para suas larvas.
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Quando pousa, porém, ela escorrega para dentro do labelo, uma parte modificada da flor que tem formato de bolsa.
Para sair, precisa passar por uma espécie de corredor estreito, deixando o pólen que carregava no órgão feminino e pegando uma nova carga no órgão masculino.
A estratégia da Phragmipedium vittatum foi descrita na Revista Fapesp, que também mostra como a superfície da flor dificulta a fuga do inseto.
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Orquídea Phragmipedium vittatum nativa do Brasil (Foto_ Dalton Holland Baptista_Wikimedia Commons)
Outras orquídeas têm estratégias próprias
Na China, a Dendrobium sinense adota uma estratégia diferente, conforme divulgado por uma pesquisa na PubMed. A espécie produz substâncias que imitam o feromônio de alarme liberado por abelhas, atraindo vespas predadoras que acabam participando da polinização.
Orquídea do tipo Dendrobium sinense (Foto_ Manfred Werner – Tsui_Wikimedia Commons)
Orquídea do gênero Dracula – também chamada de “orquídea-cara-de-macaco (Foto_ NasserHalaweh_Wikimedia Commons)
Como cultivar orquídeas em casa
Apesar das estratégias curiosas de reprodução, ter uma orquídea em casa não exige muito. A maioria prefere bastante claridade, mas sem sol forte direto, e precisa de substrato bem arejado em vez de terra comum.
A Phragmipedium vittatum, porém, não é uma das opções mais fáceis. A espécie brasileira cresce naturalmente em ambientes úmidos, tem desenvolvimento lento e exige condições específicas, sendo mais indicada para quem já tem experiência com cultivo.
Para iniciantes, a Phalaenopsis, conhecida como orquídea-borboleta, costuma ser uma alternativa mais simples. Ela pode ficar dentro de casa, perto de uma janela com luz indireta, e deve ser regada quando o substrato estiver seco.