Conheça a orquídea cara de macaco, a flor exótica que impressiona pela aparência e pelo perfume

Espécie nativa das florestas do Equador e do Peru chama atenção pelo desenho que lembra o rosto de um primata

Além da aparência incomum, a planta exala um perfume semelhante ao de laranja madura e exige condições específicas para o cultivo (Fotos Dick Culbert e LetarteanoWikimedia Commons)

Além da aparência incomum, a planta exala um perfume semelhante ao de laranja madura e exige condições específicas para o cultivo (Fotos Dick Culbert e LetarteanoWikimedia Commons)

Uma flor curiosa, capaz de lembrar o rosto de um macaco está chamando atenção nas redes sociais. A Dracula simia, conhecida popularmente como orquídea cara de macaco, desperta curiosidade em colecionadores e amantes da jardinagem por causa do desenho incomum formado em suas pétalas.

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A espécie ocorre naturalmente apenas em florestas nubladas do sudeste do Equador e do Peru. Apesar da aparência curiosa, ela tem um perfume adocicado semelhante ao de laranjas maduras.

Essas características fazem da planta uma das orquídeas mais procuradas por colecionadores, embora seu cultivo esteja longe de ser simples.

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Por que a flor que parece ter um rosto?

A impressão de que existe um macaco olhando para quem observa a flor não foi criada pela planta de forma intencional. O efeito acontece porque o cérebro humano possui a capacidade de identificar rostos em padrões naturais, um fenômeno chamado pareidolia.

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Ao mesmo tempo, a anatomia da flor favorece essa interpretação. O labelo lembra um focinho, enquanto a coluna e pequenas pétalas formam algo parecido com olhos.

As sépalas desenham o contorno do rosto e possuem prolongamentos que inspiraram o nome Dracula, palavra em latim que significa “pequeno dragão”. Já simia faz referência à semelhança com um primata.

É possível cultivar no Brasil?

A Dracula simia vive em regiões montanhosas úmidas, onde o clima permanece fresco durante praticamente todo o ano.

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Segundo a American Orchid Society, a espécie cresce naturalmente em altitudes entre 1.000 e 2.000 metros acima do nível do mar.

Essas florestas apresentam alta umidade, temperaturas amenas e circulação constante de ar, um conjunto de fatores que permite que a planta floresça regularmente e mantenha seu desenvolvimento sem sofrer com o calor excessivo.

Embora seja possível cultivar a orquídea cara de macaco no Brasil, isso costuma acontecer apenas em cidades serranas, na Região Sul ou em estufas com controle de temperatura, ventilação e umidade.

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Em locais muito quentes, a planta dificilmente consegue se desenvolver de forma saudável.