Em sua primeira audiência pública presencial, após seis meses de restrições devido à pandemia, o papa Francisco pediu oração pelo Líbano, que vive uma grave crise econômica e política. Francisco beijou uma bandeira do Líbano entregue a ele pelo padre libanês Georges Breidi. Depois de fazer uma oração silenciosa pelo país, o papa convidou Breidi a segurar a bandeira enquanto fazia um apelo pela paz e pelo diálogo.
O pontífice convidou católicos e fiéis de outras religiões a tornarem a próxima sexta-feira (4) uma “jornada universal de jejum e oração” pelo Líbano. A data marca um mês da explosão na zona portuária de Beirute.
“Um mês depois da tragédia que castigou a cidade de Beirute, penso de novo no querido Líbano, em sua população particularmente colocada à prova”, disse o papa.
“Diante dos dramas repetidos que os habitantes desta terra vivem, temos consciência do extremo perigo que ameaça a própria existência do país. O Líbano não pode ser abandonado à própria sorte.”
O papa também anunciou o envio do cardeal Pietro Parolin, seu secretário de Estado e número dois na hierarquia do Vaticano, a Beirute para representá-lo.
