Professores da rede municipal de SP param nesta quinta-feira

Categoria realiza ato em frente à Prefeitura em busca de respostas à pauta de reivindicações entregue em janeiro deste ano

Ato foi convocado pela Coeduc, frente que reúne os sindicatos SINESP, SEDIN e SINPEEM, e está marcado para as 14h

Ato foi convocado pela Coeduc, frente que reúne os sindicatos SINESP, SEDIN e SINPEEM, e está marcado para as 14h | Jhemilly Arão B/Arquivo pessoal

Professores da rede municipal de São Paulo realizam nesta quarta-feira (9/4) uma paralisação com manifestação em frente à Prefeitura, no centro da capital, para pressionar a administração Ricardo Nunes por respostas à pauta de reivindicações entregue em janeiro deste ano.

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O ato foi convocado pela Coeduc, frente que reúne os sindicatos SINESP, SEDIN e SINPEEM, e está marcado para as 14h.

Segundo as entidades, a mobilização ocorre após quatro reuniões com o governo municipal sem apresentação de proposta concreta sobre reajuste salarial, carreira e condições de trabalho.

De acordo com os sindicatos, a Prefeitura tem alegado que ainda analisa o impacto financeiro e orçamentário das reivindicações.

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A administração municipal informou às entidades que deve apresentar uma resposta oficial ainda em abril, mas sem definir uma data.

Motivo da paralisação

Entre as principais demandas da categoria estão reajuste salarial, valorização remuneratória, redução da alíquota previdenciária do Iprem, fim do confisco previdenciário de aposentados, realização de concursos públicos, convocação de aprovados e melhoria das condições de trabalho nas escolas.

Outro ponto central do movimento é a rejeição ao modelo de remuneração por subsídio.

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A Coeduc afirma que a mudança pode comprometer direitos previstos nas carreiras do Quadro dos Profissionais de Educação (QPE), como progressão funcional, promoções, quinquênios e sexta-parte.

Os sindicatos também defendem a revogação da Lei nº 18.221/2024, o descongelamento de benefícios e a ampliação de políticas voltadas à saúde física e mental dos servidores.

A paralisação ocorre às vésperas da data-base da categoria, fixada para maio pela Lei nº 14.660/2007.

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Segundo as entidades, o calendário exige definição antecipada, já que eventual reajuste depende do envio de projeto de lei à Câmara Municipal.

No release divulgado à categoria, os sindicatos contestam o argumento de restrição orçamentária apresentado pela Prefeitura.

Segundo a Coeduc, a receita corrente líquida do município cresceu, em média, 7% nos últimos cinco anos, enquanto os gastos com pessoal permanecem em cerca de 28%, abaixo do limite prudencial de 54% previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.

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Possível greve

Durante o ato desta quarta, os profissionais deverão avaliar eventual resposta do governo e decidir os próximos passos do movimento, que podem incluir novas paralisações ou greve.

A reportagem procurou a Secretaria da Educação para comentar as reivindicações e entender quantas escolas foram afetadas e aguarda retorno.

Greve na rede estadual

Na rede estadual, o sindicato declarou paralisação por 48 horas para cobrar uma série de reivindicações ligadas à carreira, condições de trabalho e políticas educacionais.