Em greve desde o dia primeiro deste mês, os petroleiros vão recorrer à Justiça contra a decisão monocrática do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ives Gandra, da segunda-feira (17), que considerou a paralisação abusiva e ilegal.
A orientação da Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirmou que vai deliberar coletivamente em assembleias com os sindicatos filiados os rumos do movimento.
Enquanto isso, a indicação é de que os funcionários da Petrobrás continuem de braços cruzados. “O tempo para a gente discutir saídas para essa greve não pode ser discutido numa mensagem de rede social. Vamos conversar com os nossos sindicatos e com a nossa base para definir o melhor caminho que a federação e os seus sindicatos irão tomar”, afirmou o diretor da FUP Tadeu Porto, um dos integrantes da comissão montada para negociar com a direção da empresa.
Ele e mais quatro sindicalistas estão na sede da estatal, no centro do Rio, desde o dia 31.
Gandra argumentou em sua decisão que os petroleiros não estão cumprindo determinação anterior para que 90% dos funcionários continuem trabalhando e assim garantam a continuidade da operação e o abastecimento de combustíveis à população. Segundo a FUP, 21 mil aderiram à greve.
A Petrobrás informou em comunicado à imprensa na noite de segunda que “já notificou as entidades sindicais da decisão e aguarda que todos os empregados retornem às suas atribuições imediatamente”.
A FUP criticou a decisão e disse entender que o movimento grevista é legítimo e legal. “Entendemos que essa decisão é inconstitucional e nossos advogados em todo o Brasil estarão, sim, vendo uma forma de questionar essa decisão monocrática do ministro Ives Gandra”, disse em vídeo o diretor da FUP Deyvid Bacelar.
Segundo ele, a entidade tomou conhecimento da medida do TST “de maneiras ainda não oficiais”.
A decisão do ministro do TST estabeleceu multas diárias de entre R$ 250 mil e R$ 500 mil aos sindicatos em caso de descumprimento, além de bloqueio de contas e repasse de mensalidades associativas.
