Pfizer: Israel investiga casos de inflamação no coração de vacinados

A maioria dos casos foi relatada entre pessoas de até 30 anos

A Pfizer disse que buscará o registro no Brasil da sua vacina contra o VSR (vírus sincicial respiratório) em recém-nascidos

A Pfizer disse que não observou incidência maior da doença do que o que seria normalmente esperado na população em geral | /Adriana Toffetti/A7 Press/Folhapress

O Ministério da Saúde de Israel disse no domingo (25) que está examinando um pequeno número de casos de inflamação cardíaca em pessoas que receberam a vacina da Pfizer contra a covid-19, embora não haja nenhuma conclusão a respeito até o momento.

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A Pfizer disse que não observou incidência maior da doença do que o que seria normalmente esperado na população em geral.

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O coordenador das ações de resposta à pandemia em Israel, Nachman Ash, disse que um estudo preliminar mostrou “dezenas de incidentes” de miocardite ocorrendo entre mais de 5 milhões de pessoas vacinadas, principalmente após a segunda dose.

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Ash disse que não está claro se esse valor é alto e se está relacionado à vacina. A maioria dos casos foi relatada entre pessoas de até 30 anos.

“O Ministério da Saúde está atualmente examinando se há um excesso de morbidade (incidência da doença) e se isso pode ser atribuído às vacinas”, disse Ash.

Ash, que falou sobre o assunto em uma entrevista de rádio e durante uma coletiva de imprensa, se referiu ao problema como um “ponto de interrogação” e enfatizou que o Ministério da Saúde ainda não tirou nenhuma conclusão disso.

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Determinar uma ligação, disse ele, seria difícil porque a miocardite, uma condição que muitas vezes passa sem complicações, pode ser causada por uma variedade de vírus e um número semelhante de casos foi relatado em anos anteriores. A Pfizer, questionada pela Reuters sobre o assunto, disse que está em contato regular com o Ministério da Saúde de Israel para revisar os dados a respeito de sua vacina.

A empresa disse que “está ciente das observações israelenses sobre miocardite que ocorreram predominantemente em uma população de homens jovens que receberam a vacina da Pfizer-BioNTech contra a covid-19”.

“Os eventos adversos são revisados regular e exaustivamente e não observamos uma incidência maior de miocardite do que seria o esperado na população em geral. Uma relação causal com a vacina não foi estabelecida”, disse a empresa.

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“Não há evidências neste momento para concluir que a miocardite é um risco associado ao uso da vacina da Pfizer-BioNTech contra a covid-19”.

Israel tem sido um líder mundial na implementação de vacinação, com cerca de 60% de sua população de 9,3 milhões de pessoas tendo recebido o imunizante da Pfizer. Seu banco de dados nacional já demonstrou que a vacina é altamente eficaz na prevenção de sintomas e doenças graves associadas à covid-19.

Desde janeiro, logo após o início da campanha nacional de vacinação, o número de casos diários caiu de um pico de mais de 10 mil para 129 antes do fim de semana.

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Nadav Davidovitch, diretor da escola de saúde pública da Universidade Ben Gurion de Israel, disse que mesmo se uma correlação entre os casos de miocardite e a vacina for estabelecida, não parece ser grave o suficiente para interromper a administração da vacina.

“É uma situação que deve ser investigada e precisamos esperar por um relatório final, mas em uma análise intermediária parece que o risco de adoecer com covid-19 é muito maior do que com os eventos adversos da vacina, e o risco de peri/miocardite após a vacina é baixo e temporário”, disse ele.