Planeta bate novo recorde de calor e janeiro deste ano se torna o mais quente da história

Esse foi o 18º dos últimos 19 meses em que a temperatura média global superou 1,5°C em relação ao nível pré-industrial (1850 a 1900)

Mais de 6 milhões de brasileiros enfrentaram pelo menos 150 dias de calor extremo em 2024

Mais de 6 milhões de brasileiros enfrentaram pelo menos 150 dias de calor extremo em 2024 | Depositphotos

O mês de janeiro deste ano foi o mais quente já registrado no mundo, segundo o observatório europeu. O índice é um alerta para as mudanças climáticas, que mantêm o planeta há mais de 18 meses sob recordes de calor.

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O mês ficou 1,75°C acima do nível pré-industrial. Janeiro de 2025 foi o 18º dos últimos 19 meses em que a temperatura média global superou 1,5°C em relação ao nível pré-industrial (1850 a 1900).

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Além disso, a temperatura média ficou 0,79°C acima da média registrada para janeiro no período entre 1991-2020.

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Temperaturas ao redor do mundo

As temperaturas ficaram mais acima da média no sul e leste da Europa, incluindo a Rússia ocidental. Em contrapartida, ficaram abaixo da média na Islândia, Reino Unido e Irlanda, norte da França e norte da Escandinávia.

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Os números mais acima da média foram registradas no nordeste e noroeste do Canadá, Alasca e Sibéria. 

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Clima no Brasil

O ano de 2024 foi o mais quente da história, até o momento, segundo as análises climáticas do Copernicus, o Programa de Observação da Terra da União Europeia.

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Mais de 6 milhões de brasileiros enfrentaram pelo menos 150 dias de calor extremo em 2024 – um ano marcado como o mais quente da história da Terra.

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Por que está tão quente?

A causa de um calor acima do esperado é o aumento da emissão de gases do efeito estufa, causadores do aquecimento global.

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Esses gases, como o dióxido de carbono, fazem parte do dia a dia do mundo e de operações que são pilares da economia.

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A La Niña era uma esperança de trégua, mas desde o ano passado vem perdendo força e, com o índice anunciado pelo Copernicus, os pesquisadores estão preocupados de que este ano o mundo atinja um novo recorde.

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As temperaturas médias da superfície do mar ficaram abaixo da média no Pacífico equatorial central, mas próximas ou acima da média no Pacífico equatorial oriental, sugerindo uma desaceleração ou estagnação na transição para condições de La Niña.