PM que matou mulher em SP é oficializada como soldado duas semanas após o caso

Morte de Thawanna Salmázio aconteceu no início do mês, em Cidade Tiradentes, na zona leste da Capital

Agente, no entanto, segue afastada das ruas e é investigada por órgãos internos e pela Polícia Civil

Agente, no entanto, segue afastada das ruas e é investigada por órgãos internos e pela Polícia Civil | Reprodução/Globo

A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, foi oficializada como soldado duas semanas após matar com um tiro no peito a jovem Thawanna Salmázio, na Zona Leste de São Paulo. A efetivação foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (17/4).

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A agente, no entanto, segue afastada das ruas e é investigada por órgãos internos e pela Polícia Civil.

Em nota ao g1, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que não houve promoção, mas sim uma adequação salarial prevista em lei estadual recente, que unificou as categorias de soldados da corporação. Segundo a pasta, a policial permanece fora das atividades operacionais enquanto as investigações seguem em andamento.

Caso ocorreu após discussão durante patrulhamento

A morte de Thawanna Salmázio aconteceu no início do mês, em Cidade Tiradentes, na zona leste da Capital. Ela caminhava com o marido durante a madrugada quando o braço dele encostou no retrovisor de uma viatura da Polícia Militar.

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De acordo com as investigações, o motorista da viatura parou o veículo e iniciou uma discussão com o casal. A policial desceu do carro e, após troca de palavras, efetuou um disparo. Imagens de câmera corporal registraram o momento, incluindo o questionamento de um colega de farda após o tiro.

Especialistas ouvidos pela imprensa apontam que a abordagem teria desrespeitado protocolos da corporação e se transformado em um confronto verbal entre agentes e civis.

Demora no resgate é alvo de apuração

Outro ponto sob investigação é o tempo de resposta do socorro. Registros indicam que o pedido de resgate foi feito logo após o disparo, mas a ambulância só chegou cerca de 30 minutos depois.

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Durante esse intervalo, policiais voltaram a acionar o Centro de Operações da PM diversas vezes, demonstrando preocupação com o estado da vítima. Segundo o Instituto Médico Legal, a causa da morte foi hemorragia interna aguda.

Profissionais de resgate ouvidos pela TV Globo afirmam que a demora no atendimento pode ter agravado o quadro, já que o ferimento não foi contido nos primeiros minutos após o tiro.

O caso é investigado pela Corregedoria da PM e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, que apuram tanto a conduta dos envolvidos quanto possíveis falhas no atendimento de emergência.