Preconceito contra mães: Mulheres apontam desafios no mercado de trabalho

Para 73,4% das mães ouvidas pela Badra Comunicação em cidades paulistas há preconceito contra mulheres que têm filhos no mercado de trabalho

Segundo pesquisa da FGV, quase metade das mulheres que tira licença-maternidade está fora do mercado de trabalho

Segundo pesquisa da FGV, quase metade das mulheres que tira licença-maternidade está fora do mercado de trabalho | Divulgação Shutterstock

A maioria das mães garante que há preconceito contra mulheres que têm filhos no mercado de trabalho. Essa é a percepção de 73,4% das mulheres ouvidas pela Badra Comunicação na Capital, ABC Paulista, Baixada Santista e Alto Tietê.

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Por outro lado, 25,4% responderam que não há preconceito. Já 1,2% das mães não souberam responder.

Pesquisa Brada - Amor de mãe - Preconceito no mercado de trabalhoInstituto ouviu 2.403 mães, nos dias 8 e 9 de maio, em municípios paulistas/Divulgação/Badra Comunicação

O instituto ouviu 2.403 mães, nos dias 8 e 9 de maio, dos municípios de Mogi das Cruzes, Suzano, Guararema, Salesópolis, Guarulhos, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Santos, São Vicente, Praia Grande, Cubatão e São Paulo.

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A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi batizada como “Amor de Mãe”.

Mãe no mercado de trabalho

De acordo com o estudo Estatísticas de Gênero, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2021, somente 54,6% das mães de 25 a 49 anos que têm crianças de até 3 anos em casa estavam empregadas.

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Já as mulheres negras com crianças viviam uma realidade ainda pior, com menos da metade no mercado de trabalho.

Licença-maternidade e desemprego

Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), quase metade das mulheres que tira licença-maternidade está fora do mercado de trabalho, um padrão que se mantém 47 meses após a licença.

A maior parte das saídas do mercado de trabalho, revelou o estudo, se dá sem justa causa e por iniciativa do empregador. 

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Ainda segundo a FGV, as trabalhadoras com maior escolaridade apresentam queda de emprego de 35% 12 meses após o início da licença, enquanto a queda é de 51% para as mulheres com nível educacional mais baixo.