Crianças brasileiras não estão entre as 163 resgatadas nos EUA e PF pede alerta da Interpol para menino desaparecido

Operação americana localizou 163 menores e levou familiares de desaparecidos a buscar novas possibilidades para as investigações

Crianças desaparecidas em Bacabal

A Interpol analisa as informações antes de decidir pela publicação e pelo compartilhamento do alerta com os países-membros. Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Federal (PF) informou nesta quarta-feira (9/9) que não há crianças brasileiras entre as 163 pessoas localizadas nos Estados Unidos durante a Operação Statewide Shield.

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Após uma família procurar a PF por causa do caso, a corporação também iniciou o procedimento para pedir um alerta internacional para um menino desaparecido no Rio de Janeiro.

PF esclarece situação de crianças brasileiras nos EUA

A informação sobre as crianças brasileiras foi confirmada pela PF com base em dados repassados pelas autoridades norte-americanas. O grupo foi localizado durante uma operação realizada nos Estados Unidos.

Segundo a Polícia Federal, nenhuma criança brasileira aparece entre as 163 pessoas encontradas na ação. A corporação também informou que não há, até o momento, confirmação de relação entre o grupo localizado e o desaparecimento investigado no Rio.

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A manifestação ocorreu depois que a família de Édson Davi procurou a Polícia Federal. O menino desapareceu em 4 de janeiro de 2024, na Praia da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro.

PF pede inclusão de Édson Davi na Interpol

A Polícia Federal informou que encaminhará à Interpol o pedido para incluir Édson Davi na Difusão Amarela. O mecanismo permite ampliar a circulação internacional de informações sobre pessoas desaparecidas.

A mãe do menino foi novamente contatada pela PF para entregar os documentos necessários. O procedimento está sendo conduzido pelo Núcleo de Cooperação Policial Internacional da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

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A inclusão, porém, ainda depende da análise da própria Interpol. A organização avalia as informações recebidas antes de decidir pela publicação e pelo compartilhamento do alerta.

Como funciona a Difusão Amarela

A Interpol classifica o alerta amarelo como uma ferramenta para ajudar na localização de pessoas desaparecidas. O mecanismo também pode ser utilizado em casos envolvendo menores de idade.

Segundo a organização, o alerta pode ganhar importância quando existe a possibilidade de a pessoa desaparecida ter viajado ou sido levada para outro país. As informações podem ser compartilhadas com as polícias dos países integrantes da rede.

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A Interpol atualmente reúne 196 países membros. Por isso, o mecanismo permite que dados de uma pessoa desaparecida circulem em uma rede policial internacional.

A organização também esclarece que a solicitação parte das autoridades policiais de um país. Depois, a Interpol analisa o pedido antes de publicar o alerta.

O que se sabe sobre o desaparecimento

Édson Davi desapareceu aos 6 anos, enquanto estava na praia da Barra da Tijuca, em janeiro de 2024. O menino acompanhava o pai, que trabalhava em uma barraca na região.

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As investigações analisaram imagens registradas na praia naquele dia. Os registros mostram Édson em diferentes pontos da área antes de desaparecer.

O caso foi encaminhado à Delegacia de Descoberta de Paradeiros. A investigação analisou diferentes possibilidades para explicar o desaparecimento.

A família mantém a busca por informações sobre o paradeiro do menino. Agora, o pedido à Interpol pode ampliar o alcance internacional das informações relacionadas ao caso.

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A medida ainda depende da decisão da organização internacional. Enquanto isso, a Polícia Federal segue com os procedimentos necessários para formalizar a solicitação.