Professores da rede municipal de São Paulo realizaram na manhã desta sexta-feira (15/5) um protesto em frente à sede da prefeitura, no Viaduto do Chá, centro da Capital. A categoria decidiu continuar a greve iniciada no fim de abril.
Depois do Viaduto do Chá, o ato seguiu para a Câmara Municipal e terminou na avenida Paulista, também na região central da cidade.
A nova mobilização foi convocada após a Câmara Municipal aprovar, na noite de quarta-feira (13/5), o projeto do prefeito Ricardo Nunes (MDB) que prevê reajuste salarial de 3,51% parcelado em dois anos para os servidores públicos municipais.
A gestão municipal impôs 2% de reajuste neste ano e 1,51% em 2027.
“Essa greve não só por salário. A greve também é por condições de trabalho”, disse Claudio Fonseca, presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem).
Contrários à proposta, os profissionais da educação reivindica reajuste de ao menos 5,4%, além de aumento real de 10% e incorporação de abonos complementares.
Os sindicatos afirmam que a greve também denuncia o agravamento das condições de trabalho na rede municipal, com salas superlotadas, falta de ventilação, necessidade de reformas, déficit de profissionais e problemas de inclusão escolar.
O que diz a prefeitura
Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que a proposta apresentada prevê reajuste de 3,51% para os servidores municipais, com base no IPC-Fipe acumulado.
Segundo a administração municipal, a medida representa impacto superior a R$ 1 bilhão por ano na folha de pagamento.
A gestão municipal informou ainda que parte dos profissionais da educação terá reajuste de 5,4% no piso inicial e que um professor em início de carreira com jornada de 40 horas semanais passará a receber R$ 5.831,88.



