Proibição a padre Júlio Lancelotti gera revolta e acusações nas redes

Diversos usuários associaram a proibição do arcebispo à aproximação do religioso com o prefeito Ricardo Nunes (MDB)

Em nota oficial, padre Júlio disse que suas redes sociais e as transmissões serão interrompidas momentaneamente

Em nota oficial, padre Júlio disse que suas redes sociais e as transmissões serão interrompidas momentaneamente | Gabriela Biló/Folhapress

A proibição do arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, para que o padre Júlio Lancelotti não transmitisse mais as missas que ministra gerou repercussão e diversos comentários negativos nas redes sociais nesta terça-feira (16/12).

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O religioso recebeu o comunicado no domingo (14/12). A notícia repercutiu em grupos de WhatsApp de padres e se tornou público após ser noticiada pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

Em nota oficial, o padre Júlio disse que suas redes sociais e as transmissões serão interrompidas momentaneamente. Ele informa que este será um período de recolhimento temporário.

O religioso reafirmou que irá obedecer às determinações da arquidiocese em sua nota. Ainda no comunicado, ele diz que não procede à informação de que pode ser transferido de paróquia.

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Reação imediata

O nome do padre Júlio se tornou um dos mais comentados no X (antigo Twitter) em poucos minutos após a notícia.

Diversos usuários associaram a proibição do arcebispo à aproximação do religioso com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), alguns afirmam que o padre pode estar sendo alvo de perseguição pela direita.

“A mesma igreja Católica que afastou das redes o Padre Júlio Lancelotti permite que o Frei Gilson faça as suas “lives patriotas” contra o Comunismo. O que está acontecendo é perseguição religiosa por motivação política!”, diz uma postagem no X.

O trabalho que o padre Júlio realiza junto aos moradores de rua é alvo de críticas e ataques por políticos de direita, especialmente de integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL).

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Alguns líderes religiosos prestaram apoio ao padre. “Toda solidariedade ao padre Júlio Lancellotti diante da decisão da Arquidiocese de São Paulo de restringir suas transmissões de missas e presença nas redes. Sua atuação pastoral sempre foi pública, transparente e comprometida com os mais pobres. Que o diálogo e o amor prevaleçam!”, publicou um pastor no X.