Proibido de dirigir: motorista que causou acidente no Tamanduateí culpa remédios

João Soares da Silva, de 59 anos, voltava do trabalho quando seu veículo foi arremessado na água após uma conversão proibida

Motorista responsável pelo acidente foi preso em flagrante e alegou usar remédios controlados -Yuri Villaça/Gazeta de S.Paulo

O motorista responsável pelo acidente que terminou com um carro dentro do Rio Tamanduateí e matou João Soares da Silva, de 59 anos, foi preso em flagrante pela polícia. A vítima voltava do trabalho quando o veículo foi atingido na colisão.

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De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil com base no boletim de ocorrência, o suspeito, de 21 anos, apresentava sinais de alteração durante a abordagem policial, como sonolência, fala pastosa, confusão mental e odor etílico.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o homem dirigia um Fiat Fastback em alta velocidade pela Avenida do Estado quando realizou uma conversão proibida, bateu em um VW Gol e, na sequência, atingiu o GM Classic conduzido por João Soares da Silva.

Após o impacto, o veículo caiu no Rio Tamanduateí. O motorista de 59 anos foi retirado sem vida do rio pelo Corpo de Bombeiros após sete horas de trabalho.

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Ainda de acordo com o boletim obtido pela CNN Brasil, o suspeito se recusou a realizar o teste do bafômetro e foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame clínico de embriaguez.

Durante depoimento acompanhado do advogado, o motorista afirmou ter recebido recentemente diagnóstico de bipolaridade e esquizofrenia.

Ele relatou que fazia uso dos medicamentos “Depakene” e “Risperidona” e que os remédios causavam efeitos colaterais como tontura, sensação de estar “desfocado” e letargia.

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Questionado pela polícia, o suspeito afirmou não ter noção dos próprios atos no momento do acidente e disse não saber a velocidade em que trafegava.

Segundo o registro policial, ele também declarou que familiares já haviam o proibido de dirigir devido ao quadro psiquiátrico.

A autoridade policial destacou que, conforme alegado pela defesa, o homem poderia ser considerado incapaz para atos da vida civil devido à condição psiquiátrica, o que levantaria questionamentos sobre sua capacidade de compreender o caráter ilícito das ações.

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O caso foi registrado como colisão e homicídio culposo na direção de veículo automotor no 8º Distrito Policial, no Brás.

A perícia foi acionada e o motorista permaneceu preso em flagrante, sem possibilidade de pagamento de fiança.

A polícia informou que aguarda a conclusão dos laudos periciais e segue investigando o caso para esclarecer as circunstâncias do acidente e eventuais responsabilizações.