Promotora é a favor da impugnação de Wagner Moura

A decisão depende agora do juiz eleitoral, que pode tirá-lo da disputa em Cubatão

Justificativa de Moura para o gasto com combustível não tem relação com função parlamentar

Justificativa de Moura para o gasto com combustível não tem relação com função parlamentar | Reprodução/Facebook

A promotoria deu parece favorável a impugnação do registro de candidatura do candidato Wagner Moura dos Santos (Republicanos), pedida pela coligação “Juntos Somos Mais Fortes”, que tem como candidato o prefeito Ademário da Silva Oliveira (PSDB). Após a decisão da promotora eleitoral Juliana Beschorner, somente o juiz eleitoral pode tirá-lo da disputa em Cubatão, no litoral de São Paulo.

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A coligação alega inelegibilidade em razão da decisão do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) ter julgado irregulares contas dele quando presidente do Legislativo, em 2013. Tudo por conta de gastos com combustível sem a devida justificativa e gastos e adiantamentos com viagem dos 11 vereadores para Brasília (DF), na conhecida Marcha dos Vereadores.

A promotora explica que justificativa de Moura para o gasto com combustível – necessidade de os vereadores atenderem à população atingida pelas enchentes causadas pelas fortes chuvas- não tem relação com a função parlamentar. Além disso, o TCE-SP já havia expedido recomendação sobre a adoção de controle adequado quanto ao uso dos veículos.

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“Tal irregularidade, por si só, na visão do Ministério Público, caracteriza ato de improbidade administrativa, praticado na modalidade dolosa, pois houve malbaratamento do dinheiro público, quando o requerido (Moura) permitiu que os veículos fossem usados em atividades diversas da função legislativa, sem qualquer controle do gasto do combustível utilizado. A má-fé decorre da reincidência, pois o Tribunal de Contas havia expedido recomendação no ano anterior sobre a irregularidade”, revela a Juliana Coelho.

Marcha

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Sobre a Marcha dos Vereadores à Brasília, a promotora explica que todos os 11 vereadores da Câmara participaram do evento. Ainda, acompanhou a comitiva de vereadores um servidor público. “Ocorre que, conforme Regimento Interno da Câmara, a representação em atos externos, quando não apenas por seu presidente, deve ser feita por comissões de representação, que poderia compartilhar as informações passadas na oportunidade com a totalidade dos vereadores. No entanto, todos viajaram. Procurado, Moura não se pronunciou sobre parecer do Ministério Público.