Após a ação militar deste sábado (3/12) que resultou na captura de Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as empresas petrolíferas norte-americanas vão voltar a operar na Venezuela.
O país da América do Sul tem 17% das reservas mundiais de petróleo, as maiores do planeta, consideravelmente à frente da Arábia Saudita. Por outro lado, a produção venezuelana é considerada modesta, de 1 milhão de barris diários, por falta de tecnologia de ponta.
“Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país”, disse Trump, em entrevista coletiva neste sábado.
Não ficou claro quais empresas norte-americanas passariam a operar no país vizinho ao Brasil. Já há especulações, porém. Entre as grandes empresas de petróleo dos EUA que já atuaram na Venezuela estão:
- ExxonMobil
- Chevron
- ConocoPhillips
Entenda
O governo socialista de Hugo Chávez determinou, no período entre 2006 e 2007, que todas as empresas petrolíferas estrangeiras que operavam na Faixa do Orinoco convertessem seus projetos em joint ventures (parcerias) maioritariamente detidas pelo Estado, com a estatal PDVSA (Petróleos de Venezuela S.A.).
Uma série de companhias se recusaram, como as gigantes norte-americanas ExxonMobil e ConocoPhillips. Ambas abandonaram o país, e instauraram um processo de arbitragem internacional, ganha em boa parte pelas empresas.
Já a também norte-americana Chrevon aceitou o acordo e manteve participações minoritárias em seus projetos venezuelanos. Atua até hoje como a única grande petrolífera americana com atuação na Venezuela.
Para contornar restrições econômicas impostas pelos Estados Unidos, em 2022 a petroleira recebeu licença especial concedida pelo presidente Joe Biden para operar fora das sanções, situação que foi prorrogada pela administração Trump.
Desde a nacionalização por Chávez, a extração de petróleo também ocorre por meio de parcerias e contratos de serviços com petrolíferas de países como China, Rússia, França, Espanha e Itália.
A depender dos desdobramentos da operação militar deste sábado, a expectativa geral é que a Chevron tenha vantagem competitivas no país, por ter permanecido na Venezuela. Mas os caminhos podem estar abertos a outras empresas amigas de Trump.




