Quem é e por que Delegado da Cunha foi demitido por Tarcísio de Freitas da Polícia Civil e recolocado no cargo pela Justiça

Da Cunha foi acusado de forjar e gravar prisão de chefe do PCC para ganhar seguidores nas redes sociais

Delegado Da Cunha, do PP-SP/Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Delegado Da Cunha / Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), demitiu nesta quinta-feira (3/9) o deputado federal Carlos Alberto da Cunha (União Brasil), conhecido como “Delegado Da Cunha”, da Polícia Civil.

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Da Cunha respondia a processo disciplinar desde 2020, quando forjou a gravação de um vídeo com vítima de sequestro para ganhar seguidores e notoriedade nas redes socais.

Candidato a reeleição em 2026, o parlamentar estava afastado da Polícia Civil, sem recebimento do salário, por estar exercendo a função de deputado federal em Brasília.

Justiça aprova liminar e Da Cunha segue no cargo

Horas após o anúncio da demissão por Tarcísio, Da cunha recebeu da Justiça de São Paulo a aprovação de uma liminar que impede a formalização da publicação de sua saída.

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A ordem judicial foi concedida pelo desembargador Álvaro Torres Júnior de provisória após a defesa do deputado pedir a reconsideração de uma decisão anterior que havia negado o pedido. Ainda cabe recurso.

Relembre o caso

À época do caso, a polícia já havia resgatado uma vítima mantida em cativeiro e prendido o criminoso quando Da Cunha chegou ao local.

Ele obrigou os envolvidos a retornarem ao cativeiro para reencenar a operação policial com o objetivo de ganhar seguidores e notoriedade online.

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O vídeo ultrapassou dezenas de milhões de visualizações e impulsionou a carreira digital do policial.

Quem é o Delegado da Cunha

Carlos Alberto da Cunha nasceu em 14 de outubro de 1977, em Santos, São Paulo, na Baixada Santista, em uma família de origem humilde.

Com 18 anos, em 1996, ingressou no Exército Brasileiro como oficial temporário. Serviu até 2004 no 2º Batalhão de Infantaria Leve (2º BIL), localizado na Baixada Santista, onde alcançou a patente de primeiro tenente.

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Influenciado por um escrivão de polícia e motivado pela disciplina adquirida no esporte e no Exército, decidiu cursar Direito na Universidade Católica de Santos (UC Santos), onde foi aluno, professor e mestrando.

Durante a graduação, dedicou-se intensamente aos estudos para concursos públicos, inspirado pelo livro “Como Passar em Provas e Concursos Públicos”, de William Douglas.

Prestou concurso público para delegado de Polícia Civil do Estado de São Paulo e foi aprovado em segundo lugar, sem ter feito cursinho preparatório. Ao longo de mais de 15 anos de carreira, alcançou o posto de delegado de primeira classe.

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Atuou como delegado titular em diversas unidades, com destaque para a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE) de São Bernardo do Campo e, atualmente, como titular da Equipe de Intervenções Estratégicas da 8ª Seccional do DECAP, em São Paulo.