A região metropolitana de Campinas (RMC), no interior de São Paulo, apresentou queda de 10,5% nos casos da Covid-19 na última semana (30 de agosto a 5 de setembro).
Mesmo com quedas consecutivas, o infectologista André Giglio Bueno, em análise feita ao Observatório PUC-Campinas, considera prematura a possibilidade de retorno às atividades escolares. “É necessário encontrar formas seguras para a volta às atividades escolares. Adotar como único critério a criação de uma vacina, que pode demorar e até mesmo não existir, não parece ser razoável. Não é razoável, do mesmo modo, ignorar as orientações estipuladas pela Organização Mundial da Saúde, tal como ocorreu nas flexibilizações de outros setores, motivadas por pressões econômicas e políticas. É importante frisar que estamos diante de uma doença sem vacina e com letalidade considerável”, diz o professor.
De acordo com o médico, a retomada das aulas presenciais envolve a garantia de três aspectos básicos: controle da epidemia, pautado em vários indicadores, como queda contínua de hospitalização e internação; capacidade de resposta do sistema de saúde a um eventual aumento de casos; e adoção de medidas para quebrar as cadeias de transmissão.
Redução
Campinas apresentou 1,5 casos, 8,48% menos em relação ao período anterior. O Departamento Regional de Saúde de Campinas, que abrange 42 cidades, registrou uma queda de 6,5%.
No entanto, mesmo com quedas registradas, a cidade é o segundo município com maior número de casos de coronavírus – atrás da Grande São Paulo.
Até esta terça-feira (8), a região contabilizava 68.465 casos de Covid-19, segundo o observatório da PUC Campinas. Os dados atualizados estão disponíveis no Painel Interativo do Observatório PUC-Campinas pelo site observatorio.puc-campinas.edu.br/covid-19.
