O rei Charles III afirmou nesta quinta-feira (19/2) que recebeu com “profunda preocupação” a notícia da prisão do irmão mais novo, o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, e destacou que “a lei deve seguir seu curso”. A declaração foi divulgada em comunicado oficial à imprensa, em meio à crescente pressão sobre a monarquia.
Segundo o texto, o rei reforçou que o caso deverá passar por um processo completo, justo e adequado, conduzido pelas autoridades competentes.
Pressão pública e reação do Palácio
Mesmo após retirar o título de príncipe de Andrew e afastá-lo da residência oficial em Windsor, Charles tem sido alvo de críticas.
Durante visita oficial a Clitheroe, no norte da Inglaterra, o monarca foi confrontado por um homem na multidão, que questionou o que ele sabia sobre as ligações do irmão com Jeffrey Epstein. Além dele, nomes como o de Donald Trump também circulam entre os possíveis envolvidos com Epstein.
Após a abertura da investigação, o Palácio de Buckingham informou que estava à disposição para colaborar com as apurações, se solicitado. No mesmo dia, Príncipe William e Kate Middleton também disseram estar “profundamente preocupados” com as revelações.
Entenda a prisão do ex-príncipe Andrew
Andrew foi preso em casa pela polícia britânica, segundo a BBC, após a abertura de investigação para apurar suspeita de má conduta no exercício de cargo público. A polícia do Vale do Tâmisa informou a prisão de um homem na casa dos 60 anos, sem citar o nome, para preservar a identidade do detido.
A investigação apura se Andrew enviou documentos confidenciais a Epstein enquanto atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional. Caso seja condenado, ele pode enfrentar prisão perpétua, segundo a BBC.
O ex-príncipe também aparece em arquivos do caso Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA e foi acusado de agressão sexual por Virginia Giuffre, quando ela era menor de idade. Andrew nega todas as acusações, tanto as relacionadas a documentos confidenciais quanto as de abuso sexual.
O ex-príncipe nega todas as acusações contra ele, tanto a de passar relatórios confidenciais a Epstein quanto a de agressão sexual.
