A cidade de São Paulo chegou a 263 casos de mpox, conforme boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde, nesta quarta-feira (28/8).
No período de uma semana, 22 novos casos foram registrados no município. São considerados casos notificados até 22 de agosto.
Entre os infectados, apenas dez pacientes precisaram de internação e cerca de 118 casos passam por análise.
Emergência de Saúde Pública
A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu em 14 de agosto a mpox como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII).
A letalidade identificada em regiões da África contribuiu para a classificação.
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, entretanto, afirmou em 15 de agosto que a população brasileira não precisa se sentir insegura.
A vacinação, segundo ela, será destinada a pessoas que tiveram contato com infectados e população prioritária (portadores do vírus HIV/Aids e profissionais da saúde que lidam com o vírus).
A ministra também informou que a Pasta e a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) negociam 25 mil doses de vacinação emergencial. O País conta, atualmente, com 49 mil.
O que é a mpox?
A mpox é uma zoonose viral. Uma doença transmitida aos humanos a partir de um vírus que circula entre animais.
Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, no corpo, calafrios, cansaço, feridas na pele e gânglios inchados. Leia mais sobre os sintomas.
Antes do surto de 2022, havia maiores registros da doença em regiões da África Central e Ocidental, sobretudo perto de florestas, já que os hospedeiros são roedores e macacos.
A mpox é causada pelo vírus monkeypox, que pertence à mesma família (poxvírus) e gênero (ortopoxvírus) da varíola humana.
A varíola humana, no entanto, foi erradicada do mundo em 1980, e era muito mais letal.
