São Sebastião ganha estação meteorológica e INPE mantém medição de raios

Equipamentos ficam no Litoral Paulista até o próximo verão

Equipamento instalado em Caraguatatuba para medir a descarga elétrica

Equipamento instalado em Caraguatatuba para medir a descarga elétrica | Divulgação/MSS

São Sebastião, no Litoral Norte paulista, ganhou, neste mês, a primeira estação meteorológica da região. Ela foi instalada em Boiçucanga, na Costa Sul e a escolha do local é estratégica devido ao histórico de ocorrências de rajadas de ventos e chuvas.

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A região também permanece até o próximo verão com equipamento que identifica a formação de raios até 15 minutos antes de ele cair. Ele deveria ter sido retirado de Caraguatatuba, São Sebastião, Guarujá e Praia Grande em abril, mas devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o entendimento dos órgãos foi pela manutenção para o próximo ano.

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Mo caso da estação meteorológica de São Sebastião, o projeto piloto é desenvolvido pela Secretaria de Segurança Pública, por meio da Defesa Civil, para a prevenção de desastres naturais.

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Com isso, a Defesa Civil vai acompanhar em tempo real os índices de chuvas e ventos, e sua previsão, com o objetivo de prevenção de ocorrências que possam colocar em risco a vida e o patrimônio.

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O coordenador de Defesa Civil de São Sebastião, Ricardo dos Santos, destaca pó meio dos equipamentos será possível fazer a previsão da chegada de frentes frias, tempestades de descarga elétricas, velocidade de ventos e precipitação de chuvas em tempo real.

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“Isso tudo monitorado via celular. Com certeza estaremos um passo à frente dos riscos meteorológicos”, considerou Ricardo.

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De acordo com a Defesa Civil, a estação meteorológica em São Sebastião é uma doação da Arc Comércio Const. e Administração de Serviços Ltda, empresa responsável pelo sistema de monitoramento no município.

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Raios

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Em relação ao equipamento que identifica a formação de raios até 15 minutos antes de ele cair, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba, informou que ele fica nas cidades litorâneas até o próximo verão.

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A confirmação é do professor e coordenador da pesquisa, Dr. Flávio de Carvalho Magina, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre e Grupo de Eletricidade Atmosférica, ligado ao Inpe.

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Conforme ele, devido à pandemia não foi possível retirar o equipamento e a decisão dos órgãos envolvidos, como Inpe e Defesa Civil do Estado, foi por mantê-lo em operação, com monitoramento remoto, até o próximo verão.

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“Os alertas continuam sendo emitidos também, basta existir alguma atividade elétrica capaz de ser detectada pelos sensores”, explica.

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Segundo ele, a rede de sensores do Litoral Paulista se mostrou eficaz no alerta de possibilidade de ocorrência de raios através do SMS 40199 da Defesa Civil, visto não ter sido registrada nenhuma ocorrência de fatalidade com raios nas praias onde esses sensores operaram no último período de verão (2019-2020).

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Ainda conforme ele, “além dos alertas dos sensores do Inpe disseminados pela Defesa Civil, a informação e conscientização das pessoas também contribuem para a ausência de acidentes com raios sobre o perigo dos raios nas praias o que deve ser creditado ao trabalho educativo e preventivo das Defesa Civil e das mídias jornalísticas comprometidas com a informação de utilidade pública”.

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Qualquer possibilidade de formação de raios captada pelo equipamento é enviada para o Centro de Pesquisa e comando da Defesa Civil do Estado que envia mensagens, via SMS, à população cadastrada conforme o Código de Endereçamento Postal (CEP) com base em três níveis de atividade elétrica atmosférica classificados como Moderada, Alta e Muito Alta.

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Entre o envio da mensagem do sensor ao disparado pela Defesa Civil, o coordenador da pesquisa calcula um tempo estimado de três minutos. “Tempo suficiente para que as pessoas encontrem abrigos e se protejam contra uma descarga”, explica.

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O experimento é considerado inédito no Litoral Paulista e a importância desse instrumento em área litorânea é porque a densidade de raios no litoral, apesar de ser menor (5 descargas por km2 ao ano) do que no interior (10 ou mais descargas por km2 ao ano) é mais letal porque as pessoas estão mais expostas na praia.

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O instrumento também é composto por pluviômetro que faz a medição do índice de chuva que cai na região onde estiver instalado e envia os dados diariamente, às 6h, para o Inpe.