Sarampo voltou a registrar casos em São Paulo em 2026, e a vacinação é a principal forma de prevenção contra a doença. A orientação é que crianças, adolescentes e adultos verifiquem a caderneta de vacinação e procurem uma unidade de saúde quando houver indicação de dose.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou 16 casos de sarampo neste ano e reforçou a importância da atualização vacinal, principalmente nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A recomendação ocorre após a identificação de pessoas infectadas em diferentes faixas etárias.
Quem deve tomar a vacina do sarampo
A vacina contra o sarampo está indicada para pessoas que não completaram o esquema recomendado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). A proteção é feita pela vacina tríplice viral, que também previne caxumba e rubéola.
Nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, moradores entre seis meses e 59 anos devem procurar uma unidade de saúde para avaliação e possível aplicação da dose de reforço, independentemente do histórico vacinal.
Em outras cidades, a recomendação depende da idade e das doses já recebidas. Pessoas que não têm comprovante de vacinação ou não sabem se foram imunizadas devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para verificar a situação.
Quantas doses da vacina contra sarampo são necessárias
O número de doses varia conforme a idade. Crianças devem receber a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose aos 15 meses, preferencialmente com a vacina tetraviral.
Pessoas entre 5 e 29 anos precisam comprovar duas doses da vacina tríplice viral. Já adultos de 30 a 59 anos devem ter registro de pelo menos uma dose.
Profissionais da área da saúde precisam comprovar duas doses, independentemente da idade, devido ao maior risco de contato com pessoas infectadas.
O que é a dose zero do sarampo
A chamada dose zero é uma aplicação adicional indicada para bebês entre 6 meses e 11 meses e 29 dias.
Essa dose aumenta a proteção antes do calendário regular, mas não substitui as vacinas previstas aos 12 e 15 meses de idade.
A vacina está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde. A orientação é levar a caderneta de vacinação e um documento de identificação quando possível.
Quais são os sintomas do sarampo
Os sintomas do sarampo costumam aparecer após o período de incubação do vírus. Os principais sinais incluem:
- febre alta;
- manchas vermelhas pelo corpo, que geralmente começam no rosto;
- tosse;
- coriza;
- conjuntivite;
- mal-estar intenso.
A doença é causada por um vírus e apresenta alta capacidade de transmissão. O contágio ocorre por partículas liberadas no ar durante a fala, tosse, espirro ou respiração de uma pessoa infectada.
Segundo o Ministério da Saúde, o sarampo pode causar complicações, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade. Entre os problemas associados estão pneumonia, infecções no ouvido e inflamação no cérebro.
O que fazer ao apresentar sintomas de sarampo
Pessoas com sinais compatíveis com sarampo devem procurar atendimento médico para avaliação. O diagnóstico depende da análise clínica e de exames laboratoriais.
Durante a suspeita da doença, é recomendado evitar contato com outras pessoas e informar aos profissionais de saúde sobre viagens recentes, contato com casos suspeitos e histórico de vacinação.
A identificação rápida ajuda a reduzir a transmissão do vírus e permite que as equipes de saúde adotem as medidas necessárias.
Por que manter a vacinação contra sarampo em dia
A vacinação é considerada a principal estratégia para impedir a circulação do vírus. Para reduzir o risco de novos surtos, a cobertura vacinal precisa alcançar níveis elevados na população.
Em São Paulo, os casos registrados em 2026 envolveram bebês e adultos, indicando a importância de verificar a proteção em todas as idades.
Manter a caderneta atualizada é uma medida simples para reduzir o risco de sarampo e proteger a população. Consulte uma unidade de saúde e confira se todas as doses recomendadas estão registradas.
