Socorristas do Samu fazem paralisação em SP

Funcionários protestam contra a descentralização feita pela prefeitura

Funcionários do Samu protestaram em frente à Câmara Municipal

Funcionários do Samu protestaram em frente à Câmara Municipal | /Nelson Antoine/Folhapress

Os socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da Capital começaram nesta terça-feira uma paralisação de 72 horas contra a chamada descentralização do Samu, processo da Prefeitura de São Paulo que se iniciou em março. Os funcionários só devem voltar a realizar atendimentos na sexta.

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Na tarde desta terça-feira, dezenas de funcionários do serviço protestaram na Câmara Municipal. A categoria acredita que deve haver 70% de adesão à paralisação.

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De acordo com reportagem da “TV Globo”, a prefeitura fechou 31 bases em terrenos alugados, incluindo duas que prestavam socorro em acidentes na Marginal Tietê, que faziam parte do programa “Marginal Segura”, criada pelo então prefeito João Doria (PSDB) em janeiro de 2017. A base foi criada no mesmo momento em que Doria aumentou a velocidade máxima nas marginais Tietê e
Pinheiros.

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Alguns funcionários, que não quiseram se identificar, afirmaram à reportagem da “TV Globo” diz que o fechamento das bases tem feito o atendimento ser mais demorado nas marginais.

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A ideia da prefeitura com o processo de descentralização do Samu é a de abrir novas bases menores em UBSs, subprefeituras e hospitais, por exemplo.

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Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que o Programa Marginal Segura se mantém.

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“Ele foi estendido para todo o território da cidade de São Paulo: a linha de ação do Samu hoje é o ‘Samu Via Segura’ realizado junto à CET e ao Corpo de Bombeiros, que possui grande afinidade ao atendimento prioritário a vítimas de acidentes”. (GSP)