O vereador em São Paulo e deputado estadual eleito Eduardo Suplicy (PT) entrou nesta quarta-feira com uma representação no Ministério Público de São Paulo (MPSP) para cobrar a criação de cargos para 12 CEUs inaugurados entre 2017 e 2020 na Capital. As unidades não estão em funcionamento integral por falta de servidores, segundo o político.
De acordo com a ação, a gestão Ricardo Nunes (MDB) está “omissa” na criação de cargos específicos no quadro de magistério e de profissionais da educação dessas unidades.
As instituições nessa situação são, segundo Suplicy:
– Centro Educacional Unificado Artur Alvim – Abdias do Nascimento;
– Centro Educacional Unificado Carrão – Carolina Maria de Jesus;
– Centro Educacional Unificado Cidade Tiradentes – Enedina Alves Marques;
– Centro Educacional Unificado Freguesia – Esperança Garcia; –
– Centro Educacional Unificado José Bonifácio – Francisco José do Nascimento (Dragão do Mar);
– Centro Educacional Unificado Parque do Carmo – João Cândido (Almirante Negro);
– Centro Educacional Unificado Parque Novo Mundo – Leônidas da Silva;
– Centro Educacional Unificado Pinheirinho – Luis Gama;
– Centro Educacional Unificado São Miguel – Luiz Melodia;
– Centro Educacional Unificado Taipas – Profa. Maria Beatriz Nascimento;
– Centro Educacional Unificado Tremembé – Maria Firmina dos Reis, e;
– Centro Educacional Unificado Vila Alpina – Profa. Virginia Leone Bicudo.
“Vultosos investimentos foram necessários para a construção desses Equipamentos e seu aproveitamento parcial gera grandes prejuízos à população do entorno, além de desperdício de recursos públicos decorrentes da necessidade de manutenção predial”, escreveu o petista.
A ação pede ao MPSP para que “sejam tomadas as providências que o caso requer” e que seja ajuizada ação judicial contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o secretário municipal da Educação, Fernando Padula, “pela inércia na criação de cargos específicos do quadro do magistério municipal e do quadro dos profissionais de educação”.
Personalidades negras
Esses 12 CEUs da Capital receberam o nome de personalidades negras no fim de 2020, por causa de uma lei municipal.
Segundo a prefeitura, à época, o ato tinha o objetivo de homenagear “personalidades negras de relevância nacional que prestaram importantes serviços em suas áreas de atuação, além de servir como inspiração dos estudantes e demais frequentadores dos equipamentos”.
