Última greve da CPTM fechou estações e deixou caos no transporte de SP

Possibilidade de uma nova paralisação na Companhia Paulista de Transporte Metropolitano será debatida nesta segunda-feira (3/8)

Fotografia em ângulo de três quartos de um trem moderno de cor vermelha e preta da CPTM parado ao lado da plataforma de uma estação ferroviária histórica. Na frente estilizada em tom preto, destaca-se o símbolo e a inscrição da CPTM em branco.

Última grande greve do Metrô e da CPTM em São Paulo, realizada em novembro de 2023/Edson Lopes Jr/A2 FOTOGRAFIA

A possibilidade de uma paralisação na CPTM (Companhia Paulista de Transporte Metropolitano) será debatida nesta segunda-feira (3/8), a partir das 18h, em São Paulo.

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O encontro deve definir se a categoria irá iniciar uma greve já à meia-noite desta terça-feira (4/8). Apesar disso, a última grande greve do Metrô e da CPTM em São Paulo, realizada em novembro de 2023, provocou impactos em toda a capital paulista e atingiu milhões de passageiros logo nas primeiras horas da manhã.

A paralisação reuniu metroviários, ferroviários, funcionários da Sabesp e professores da rede estadual em um movimento unificado contra os projetos de privatização defendidos pelo governo Tarcísio de Freitas.

Naquele dia, apenas parte das linhas operou normalmente. As linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô funcionaram de forma parcial, enquanto a Linha 15-Prata ficou totalmente paralisada. Na CPTM, as linhas 7-Rubi, 10-Turquesa e 11-Coral também tiveram operação reduzida.

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Já as linhas concedidas à iniciativa privada, como as linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda, operaram normalmente durante toda a paralisação.

Início da greve

A greve começou ainda na madrugada do dia 28 de novembro e gerou reflexos imediatos no transporte público e no trânsito da cidade. Em diversos terminais de ônibus e pontos próximos às estações fechadas, passageiros enfrentaram longas filas, ônibus lotados e alta nos preços dos aplicativos de transporte.

Apesar do impacto na mobilidade, o trânsito registrou índices abaixo do esperado para um dia de paralisação. Isso ocorreu após o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes decretarem ponto facultativo nos órgãos públicos da capital e do estado, reduzindo a circulação de pessoas.

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Segundo a CET, o pico de congestionamento pela manhã chegou a 620 quilômetros de lentidão. À noite, o índice atingiu 673 quilômetros, número inferior ao registrado em dias comuns naquele período.

A paralisação também afetou estudantes. Mais de 1,2 milhão de alunos tiveram o Provão Paulista adiado devido às dificuldades de deslocamento. Escolas estaduais e municipais, porém, mantiveram as aulas normalmente.

Na época, os sindicatos afirmaram que o movimento era uma resposta ao avanço das privatizações e pediam a suspensão do processo de desestatização da Sabesp, além da realização de um plebiscito sobre o tema.

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Os trabalhadores também defendiam a adoção da “catraca livre” durante a greve para evitar prejuízos à população. Neste ano, a mobilização ocorre após a CPTM reassumir temporariamente a operação das linhas 11, 12 e 13, depois que a concessionária responsável pelos ramais teve a operação suspensa devido a falhas registradas nos primeiros dias de funcionamento.

Funcionamento parcial

A Justiça do Trabalho determinou funcionamento parcial do sistema durante os horários de pico e estabeleceu multas milionárias em caso de descumprimento das decisões judiciais.

O governador Tarcísio de Freitas classificou a greve como “abusiva” e afirmou que os projetos de concessão e privatização continuariam em andamento, independentemente das paralisações.

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Já os sindicatos disseram que a adesão dos trabalhadores ao movimento ultrapassou 90% em alguns setores do sistema metroferroviário.