Uma mulher é assassinada a cada 33 horas em São Paulo; saiba onde pedir apoio

Estado alcançou o maior número de feminicídios da série histórica, iniciada em 2018

Cidade de São Paulo registrou 60 feminicídios em 2025, contra 49 no ano anterior, um crescimento de mais de 22%

Cidade de São Paulo registrou 60 feminicídios em 2025, contra 49 no ano anterior, um crescimento de mais de 22% | Freepik

Em 2025, o estado de São Paulo alcançou o maior número de feminicídios da série histórica, iniciada em 2018. Ao longo do ano, 266 mulheres foram assassinadas no estado, o que representa uma média de uma morte a cada 33 horas, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP). O total representa um aumento superior a 8% em relação a 2024, quando houve 246 casos.

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Casos trágicos marcaram o último ano, como de Tainara Souza Santos, de 31 anos, que foi atropelada e arrastada por mais de um quilômetro pelo carro do ex-companheiro na zona norte de São Paulo, 

Os ataques foram extremos: atropelamentos intencionais, execuções a tiros em local de trabalho e agressões após históricos de violência doméstica.

Desde 2018, os números mostram um aumento preocupante: os registros foram de 136 casos naquele ano para 266 contabilizados em 2025, o maior patamar já registrado no estado.

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Capital também bate recorde

O aumento da violência contra mulher também cresce na Capital. A cidade de São Paulo registrou 60 feminicídios em 2025, contra 49 no ano anterior, um crescimento de mais de 22%. Assim como no estado, o número é o mais alto da série histórica municipal, iniciada em 2018.

Especialistas apontam que o aumento dos casos ocorre mesmo diante da ampliação de políticas públicas, o que reforça a complexidade do enfrentamento à violência de gênero e a necessidade de ações preventivas contínuas.

No fim do ano passado, milhares de mulheres e homens fecharam as duas vias da avenida Paulista, em frente ao Masp, para protestar contra os casos de feminicídio no Brasil.

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Onde pedir apoio

Mulheres em situação de violência podem buscar ajuda de forma gratuita, sigilosa e mesmo sem registrar boletim de ocorrência. Confira os principais canais de apoio:

  • Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher: funciona 24 horas por dia. Oferece acolhimento, orientação e encaminhamento para a rede de proteção.
  • Ligue 190 – Polícia Militar: deve ser acionado em casos de emergência ou quando a agressão estiver ocorrendo.
  • Delegacia da Mulher (DDM): atendimento especializado para registro de ocorrência e solicitação de medidas protetivas. Onde não houver DDM, qualquer delegacia é obrigada a atender.
  • Delegacia Eletrônica: permite registrar ocorrências online em casos de ameaça, lesão corporal e descumprimento de medida protetiva.
  • Defensoria Pública: oferece assistência jurídica gratuita, inclusive em ações de divórcio, guarda de filhos e medidas de proteção.
  • Centros de Referência da Mulher (CRAM): prestam atendimento psicológico, social e orientação jurídica, com acompanhamento contínuo.

Procurada, a SSP afirmou que o enfrentamento à violência contra a mulher é prioridade do governo estadual e destacou o aumento de investimentos, a ampliação das Delegacias da Mulher, o monitoramento eletrônico de agressores e o uso de tecnologia, como o aplicativo SP Mulher Segura.

Ainda assim, os números de 2025 reforçam o alerta: a violência contra mulheres segue avançando em São Paulo.