Vereadores presos por suspeita de corrupção em Mogi das Cruzes são transferidos para presídio em Tremembé

Carlos Evaristo da Silva (PSB), Diego de Amorim Martins (MDB), Jean Lopes (PL) e Mauro Araújo (MDB) foram presos na sexta-feira (4); o vereador Antônio Lino (PSD) está foragido e Francisco Moacir Bezerra (PSB) permanece em prisão domiciliar

Vereadores presos em Mogi das Cruzes vão responder por suspeita de corrupção, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro

Vereadores presos em Mogi das Cruzes vão responder por suspeita de corrupção, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro | DIVULGAÇÃO

Na manhã desta quarta-feira (9) os quatro vereadores presos em Mogi das Cruzes por suspeita de corrupção, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro, foram transferidos para o complexo penitenciário de Tremembé, no Vale do Paraíba. 

Continua após a publicidade

Carlos Evaristo da Silva (PSB), Diego de Amorim Martins (MDB), Jean Lopes (PL), Mauro Araújo (MDB) e Francisco Moacir Bezerra (PSB) foram presos na sexta-feira (4) durante uma operação do Ministério Público, que investiga crimes na Câmara, na Saúde e no Serviço Municipal de Águas e Esgoto (Semae). Francisco Bezerra permanece em prisão domiciliar por causa de problemas de saúde.

O vereador Antônio Lino (PSD) também teve o mandado de prisão expedido, mas segue foragido.
Nesta terça-feira (9), os três empresários e o assessor da Câmara presos por suspeita de participação nos crimes foram transferidos ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Mogi das Cruzes, segundo informações da Polícia Civil.

São eles Carlos César Claudino de Araújo, empresário e irmão de Mauro Araújo, apontado pelo MP como o operador financeiro do esquema; os empresários Joel Leonel Zeferino, Willian Casanova, do ramo da construção civil e também funcionário da Câmara; e André Alvim de Matos, conhecido como Gordão, assessor do vereador Diego de Amorim Martins (MDB).

Continua após a publicidade

A operação “Legis Easy” faz parte de uma investigação da Promotoria do Patrimônio Público e envolve, ao todo, 12 mandados de prisão, sendo que nove foram cumpridos. A investigação aponta que os empresários compravam apoio para aprovar leis encomendadas por eles.