Um aplicativo falso do Imposto de Renda 2026 já vitimou 16 mil pessoas ao simular a interface da Receita para roubar dados. O golpe ganha força em meio à sanção da Lei 15.397/2026, que endurece o combate ao crime digital.
Agora, fraudadores enfrentam penas de até oito anos de reclusão pelo furto e receptação de dados eletrônicos.
Armadilha do ‘CPF Irregular’ no app do IR 2026
Além do aplicativo fraudulento, os criminosos intensificaram o uso de mensagens que simulam cobranças oficiais. Segundo a empresa de cibersegurança ESET, os golpistas utilizam o nome e o CPF real do contribuinte obtidos em vazamentos anteriores para dar veracidade a falsas ameaças de “irregularidade no CPF” ou “multas pendentes”.
O contribuinte é induzido a clicar em links que instalam (vírus) ou direcionam para sites de pagamento falsos. A Receita Federal é enfática; o órgão jamais envia e-mails ou mensagens com links para cobranças ou solicitações de dados.
Como se proteger sob as novas regras
Apesar do endurecimento da repressão previsto na nova lei, a prevenção individual permanece como a defesa mais eficaz contra o crime cibernético.
Para evitar cair em armadilhas, especialistas recomendam baixar o aplicativo do Imposto de Renda exclusivamente pelo site oficial da Receita Federal ou em lojas de apps sob a verificação do desenvolvedor “Serviços de Governo do Brasil”, desconfiando sempre de mensagens via SMS ou WhatsApp que exijam pagamentos imediatos por meio de links.
Caso o contribuinte já tenha baixado o software fraudulento ou fornecido informações em endereços suspeitos, a orientação é trocar imediatamente todas as senhas bancárias e as credenciais de acesso ao portal Gov.br, além de formalizar o registro da ocorrência para garantir proteção jurídica sob o novo marco legal.
