Balança comercial dispara e Brasil fecha trimestre com alta de 47%

Com força do petróleo, país garante saldo de US$ 6,4 bilhões em março

Com exportações recordes de US$ 31,6 bilhões em março, o Brasil consolida sua posição como fornecedor estratégico global de petróleo e commodities agrícolas.

Com exportações recordes de US$ 31,6 bilhões em março, o Brasil consolida sua posição como fornecedor estratégico global de petróleo e commodities agrícolas. | Reprodução/Agência Gov

O Brasil registrou um sólido superávit de US$ 6,4 bilhões na balança comercial em março de 2026, consolidando um primeiro trimestre histórico. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o resultado foi impulsionado por exportações recordes de US$ 31,6 bilhões, mantendo a trajetória positiva das contas externas brasileiras.

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O desempenho do mês foi sustentado pela indústria extrativa, com destaque para o petróleo bruto, que saltou 70% em valor comercializado. Esse fôlego compensou o avanço de 20,1% nas importações, que totalizaram US$ 25,2 bilhões devido à maior compra de equipamentos industriais e veículos.

Investimentos e projeções para a economia

O avanço nas importações de bens de capital sinaliza uma retomada nos investimentos produtivos, o que fortalece o cenário fiscal. Analistas monitoram se a projeção de superávit em dólares se traduzirá em efeito positivo real sobre as contas públicas diante da estabilidade dos preços das commodities.

No acumulado de janeiro a março, o superávit já soma US$ 14,2 bilhões, um crescimento expressivo de 47% em comparação ao mesmo período de 2025. Esse fluxo robusto de divisas é essencial para a economia, enquanto o governo avalia limites tributários para garantir a saúde financeira da União.

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Impacto industrial e parceiros comerciais

A demanda de parceiros como China e Estados Unidos segue aquecida, garantindo liquidez para os setores de soja, carnes e minério de ferro. A manutenção desse fluxo comercial é o que permite ao mercado projetar um cenário de estabilidade, mesmo com a necessária importação de tecnologia e insumos.

O MDIC projeta encerrar o ano com um superávit na faixa de US$ 70 a 90 bilhões, confirmando a resiliência da pauta exportadora nacional. O desafio será equilibrar a pressão dos insumos importados com a manutenção de um saldo que ajude a conter a volatilidade do câmbio e a inflação.