Bolsa Família pode pagar mais de R$ 600? Entenda o cálculo e os adicionais por dependente

Repasse do Governo Federal soma cotas individuais conforme a idade dos integrantes do grupo familiar; veja quem tem direito e como evitar o bloqueio

(Foto: Luiz Lima, Estadão)

O Bolsa Família garante um piso de R$ 600, mas o valor final varia e cresce com adicionais por integrante da família / Luiz Lima, Estadão

Principal programa de transferência de renda do Governo Federal no Brasil, atendendo milhões de famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, o Bolsa Família funciona como um piso nacional para os beneficiários e paga mensalmente um valor de R$ 600,00.

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O valor total depositado, no entanto, varia de acordo com a composição do núcleo familiar, já que o programa adiciona repasses específicos para cada morador da residência.

Como funciona a divisão dos repasses do Bolsa Família?

A conta final é composta por quatro modalidades de transferência. Cada pessoa da família tem direito a uma cota de R$ 142 e, caso a soma desses valores não alcance R$ 600, o governo deposita um complemento para atingir o limite mínimo.

A partir desse patamar, são somados os adicionais por perfil: crianças de até 6 anos garantem um extra de R$ 150. Já gestantes, mães de bebês de até 7 meses e jovens com idade entre 7 e 17 anos geram um acréscimo de R$ 50 cada.

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Exemplo de simulação do valor total

Um grupo familiar composto por quatro pessoas – uma mãe, uma criança de 4 anos e dois adolescentes de 12 e 15 anos – ilustra o funcionamento do cálculo.

Nessa configuração, a família recebe o valor base de R$ 600 e adiciona R$ 150 referentes à criança menor, além de duas parcelas de R$ 50 pelos adolescentes. O resultado é um repasse mensal de R$ 850.

Regras de renda e obrigações de saúde e educação

A inclusão no programa exige que a renda por pessoa da família seja de, no máximo, R$ 218 por mês, além da inscrição ativa e atualizada no Cadastro Único (CadÚnico) em prazo não superior a 24 meses.

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A manutenção do benefício depende do cumprimento de exigências sociais. Na saúde, é necessário manter a vacinação em dia e realizar a pesagem de crianças menores de 7 anos e o pré-natal de gestantes. Na educação, exige-se frequência escolar mínima de 60% para crianças de 4 e 5 anos, e de 75% para estudantes de 6 a 17 anos.

Consequências do descumprimento das regras

O não cumprimento das rotinas de saúde e frequência escolar aciona notificações no sistema do Ministério do Desenvolvimento Social. As penalidades ocorrem de forma gradual: começam com advertência por escrito, progridem para bloqueio e suspensão do saque e podem resultar no cancelamento do benefício.