Fundada em 1744, em Londres, a Sotheby’s é considerada a mais antiga e uma das maiores empresas de leilões de belas-artes do mundo. A história da casa começou com a venda de livros raros e, ao longo de mais de 280 anos, passou por coleções de imperadores, obras de grandes artistas e alguns dos leilões mais famosos do mercado de arte.
Atualmente, a empresa mantém uma rede global de 80 escritórios e registra mais de US$ 7 bilhões em vendas anuais em todo o mundo, segundo informações da própria Sotheby’s.
Primeiro leilão aconteceu em 1744
A trajetória começou em 11 de março de 1744, quando o fundador Samuel Baker, empresário, editor e livreiro, realizou o primeiro leilão em seu próprio nome. Na ocasião, foram vendidos centenas de livros raros da biblioteca de Sir John Stanley, com arrecadação de £ 826.
O leilão ocorreu no Exeter Exchange, no Strand, em Londres. Baker também ficou conhecido pela forma como divulgava os eventos e pela produção de catálogos considerados importantes para os compradores.
Durante os primeiros anos, a empresa se concentrou principalmente em livros e bibliotecas. A Sotheby’s chegou a organizar a venda de grandes acervos pertencentes a nobres britânicos e também comercializou livros que Napoleão levou para o exílio em Santa Helena após a morte do imperador.
Com o passar do tempo, a casa ampliou o catálogo e passou a trabalhar também com gravuras, moedas, medalhas e antiguidades.
De livros raros a obras milionárias
A transformação da Sotheby’s em uma referência no mercado de arte ganhou força no século XX. Em 1917, a empresa deixou a região próxima ao Strand e se mudou para a New Bond Street, em Mayfair, aproximando-se do centro do mercado de arte de Londres.
No período entre as duas guerras mundiais, a casa passou a concentrar mais atenção em pinturas e artes decorativas. Depois da Segunda Guerra Mundial, o crescimento ganhou novo impulso com leilões de obras impressionistas e modernas.
A expansão internacional também marcou a trajetória da empresa. Em 1964, a Sotheby’s comprou a Parke-Bernet, então considerada a maior casa de leilões de belas-artes dos Estados Unidos. A partir daí, ampliou a atuação para mercados como Hong Kong, Rússia, Índia, França e China.
Entre os leilões de maior repercussão está a venda de O Grito, de Edvard Munch, realizada em Nova York em 2012 por US$ 119,9 milhões. Na época, a obra estabeleceu um recorde mundial para uma peça de arte vendida em leilão.
A Sotheby’s também realizou leilões de coleções de personalidades como Andy Warhol, Greta Garbo, Jacqueline Kennedy Onassis, Gianni Versace e David Bowie.
Hoje, além dos leilões tradicionais, a empresa trabalha com vendas privadas, comércio online e serviços financeiros e de consultoria relacionados ao mercado de arte. Em 2020, durante a pandemia, a Sotheby’s também adotou um formato híbrido de leilões digitais e presenciais.
