Caso Banco Master: influenciadores entram na mira da Polícia Federal

Investigação aponta possível contratação de criadores de conteúdo para minar a credibilidade do Banco Central e do sistema financeiro durante a crise da instituição

Parlamentares se juntam para criar CPI do Banco Master

PF estuda se houve uso pago de redes sociais para minar a credibilidade do Banco Central edurante a crise do Banco Master | Divulgação/Banco Master

A Polícia Federal foi acionada e entrou no caso do Banco Master. Desta vez, para investigar a atuação de influenciadores sobre a crise. 

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Neste novo capítulo, surge a suspeita de um ataque pago e coordenado contra autoridades e instituições envolvidas na liquidação da entidade financeira. A informação foi divulgada na coluna de quarta-feira (7/1) da jornalista Malu Gaspar, em O Globo.

Segundo o texto, dois influenciadores alinhados à direita afirmaram ter sido procurados para divulgar, em suas redes, a versão de que o Banco Central teria agido de forma precipitada ao decretar a liquidação do Master.

A PF estuda se houve uso pago de redes sociais para minar a credibilidade do Banco Central e do sistema financeiro durante a crise da instituição, quem foi pago e quem financiou.

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Quem são os influenciadores?

De acordo com o que foi obtido pela coluna, dois influenciadores foram abordados e falaram ao Globo: Rony Gabriel, vereador de Erechim (PL), e Juliana Moreira Leite, que se apresenta nas redes como @jliemilk e também tem 1,4 milhão de seguidores.

Em ambos os casos, houve uma abordagem relacionada ao “Projeto DV”, referência às iniciais de Daniel Vorcaro, dono do Master.

O que diz a Febraban?

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) identificou um “volume atípico” de postagens contra o BC e contra a própria entidade no fim de dezembro.

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Isso ocorreu após a divulgação de uma nota conjunta, com outras associações do setor financeiro, que defendia a atuação técnica do Banco Central e alertava para riscos de instabilidade caso sua autoridade fosse enfraquecida.

A entidade afirma que o volume de ataques diminuiu, mas segue analisando se houve campanha coordenada.

Agora, os próximos capítulos do caso Banco Master serão analisados pelas instituições responsáveis, que já apontam seus reflexos políticos.