A escalada das tensões no Oriente Médio entre Irã e Israel já começou a pesar no bolso dos brasileiros. Com o dólar atingindo o patamar de R$ 5,27, o reflexo mais imediato aparece nas prateleiras dos supermercados.
O aumento da moeda americana encarece produtos que vêm de fora e também os insumos usados por produtores nacionais. Itens como pães, massas e carnes são os primeiros a sofrerem pressão nos preços devido aos custos de produção.
O peso do petróleo no seu carrinho
Além do câmbio, a guerra afeta diretamente o preço do petróleo no mercado internacional. Como o Brasil depende do transporte rodoviário, o diesel mais caro torna o frete das mercadorias mais pesado para o consumidor final.
Cerca de 65% das cargas no país circulam por caminhões. Quando o combustível sobe, o custo de levar o alimento do campo até a gôndola é repassado, atingindo desde o hortifrúti até os produtos industrializados.
Itens que pesam mais no bolso do leitor
O azeite, os vinhos e as frutas importadas são os itens que sobem mais rápido com a alta do dólar. O café também segue em um ritmo de alta expressivo, acumulando mais de 24% de aumento no último período.
Por outro lado, o consumidor encontra alívio em itens básicos como arroz, feijão e leite, que registraram queda recente. O segredo para equilibrar as contas em 2026 é saber onde substituir e onde economizar.
Impacto direto nos itens da cesta básica
A cesta básica sente o peso da crise global principalmente através dos custos de produção e logística. Insumos como fertilizantes e o trigo usado no pão francês são cotados em dólar, o que encarece o café da manhã.
Especialistas alertam que a inflação de alimentos pode subir até 0,7 ponto percentual em um ano. Para proteger a despensa, a recomendação é focar em produtos nacionais e evitar os itens que dependem de frete internacional.
Dicas práticas para driblar a inflação
Uma das estratégias mais eficazes é trocar marcas famosas por marcas próprias dos supermercados, que costumam ser mais baratas. Priorizar produtos nacionais e da estação também ajuda a fugir da variação do dólar.
Planejar as compras da semana com uma lista bem definida evita gastos por impulso. Especialistas sugerem ainda o uso de “atacarejos” para itens de grande consumo, onde os preços costumam ser menores do que nos mercados de bairro.
