A Receita Federal confirmou que mais de 17 mil contribuintes não receberam os valores do Imposto de Renda no lote pago em 20 de março de 2026. O montante retido soma cerca de R$ 265,6 milhões e inclui pessoas físicas e jurídicas com problemas no cadastro bancário.
Erros em dados bancários travam pagamento
O principal motivo para a retenção dos valores é a divergência entre as informações fornecidas na declaração e o cadastro bancário real. Erros simples na digitação da agência, do número da conta ou do dígito verificador impedem que o sistema bancário processe o crédito.
Além de falhas numéricas, o órgão destaca que a titularidade da conta deve coincidir obrigatoriamente com o CPF do declarante. Caso o banco ou o tipo de conta informado não batam com a realidade, o depósito é automaticamente estornado para o Tesouro Nacional.
Essa situação expõe as limitações de um sistema ainda muito dependente de informação manual, em um cenário em que o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defende a modernização do Fisco e a transição para uma declaração do Imposto de Renda cada vez mais automatizada e prépreenchida.
Notificação sobre restituição ocorre pelo e-CAC
Os contribuintes afetados pelo problema são notificados oficialmente por meio da Caixa Postal no portal e-CAC. É fundamental que o público acesse o ambiente virtual da Receita para conferir as orientações específicas sobre como realizar a correção dos dados e liberar o pagamento pendente.
A instituição reforça que o contato é feito exclusivamente por canais oficiais para garantir a segurança. Mensagens recebidas por WhatsApp, e-mail ou SMS com links externos devem ser ignoradas, pois o fisco não utiliza esses meios para solicitar ajustes de dados das pessoas jurídicas ou físicas.
Como evitar erros na restituição do imposto
Para garantir o recebimento, o titular precisa retificar as informações no sistema. Após o ajuste, o valor entra na fila dos próximos lotes normais ou residuais de malha fina, dentro do calendário anual de 2026, sem uma data fixa imediata para o depósito ocorrer.
A Receita aponta ainda que erros em despesas médicas e omissão de renda são outros dos principais focos de fiscalização, reforçando a necessidade de revisar com atenção toda a declaração antes de enviar.
Profissionais de contabilidade e a própria Receita orientam conferir detalhadamente os dados antes do envio, preferindo o uso da declaração pré-preenchida. Manter o cadastro atualizado evita que o dinheiro fique parado e que o declarante precise aguardar meses extras para acessar o recurso.



