EUA anunciam sobretaxa de 12,5% para produtos brasileiros e de outros 53 países; governo Lula reage

Novas tarifas passam a valer a partir da madrugada desta sexta-feira (24/7)

Donald Trump não ficaria parado depois de classificar o PCC e CV como terroristas. Foto: Gage Skidmore/Wikimedia Commons)

Sobretaxa no Brasil recai sobre cinco produtos: alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco (Crédito: Foto: Gage Skidmore/Wikimedia Commons)

O governo dos EUA anunciou nesta quinta-feira (23/7) a aplicação de uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros e de outros 53 países sob a alegação de falha ao combater práticas de trabalho forçado nos setores produtivos.

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De acordo com o comunicado, as novas taxas passam a valer a partir desta sexta-feira (24/7).

No caso do Brasil, a tarifa de 12,5% se soma aos 25% que entraram em vigor nessa quarta-feira (22/7), após as primeiras conclusões da investigação aberta especificamente sobre o Brasil em julho do ano passado pelo Escritório do Representante Especial de Comércio (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

A sobretaxa no Brasil recai sobre cinco produtos: alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco.

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Além do Brasil, outros 53 países são alvos da proposta de 12,5%, enquanto Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão, tiveram tarifas de 10%.

Governo Lula reage

Logo após tomar conhecimento da sobretaxa, o governo Lula emitiu nota reagindo às sanções, afirmou rechaçar a decisão e prometeu aplicar Lei da Reciprocidade.

“Tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levaremos o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC”, diz parte da nota.

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Governo brasileiro havia anunciado socorro para empresas afetadas sobre as taxas de 25%

O governo Lula (PT) anunciou nesta quarta-feira (22/7), data em que começa a valer o novo tarifaço aplicado pelos EUA, por meio do presidente Donald Trump, um pacote de socorro de R$ 18,5 bilhões destinados a atender as empresas brasileiras afetadas pelas taxas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira durante a divulgação da terceira fase do Plano Brasil Soberano.

Os novos recursos combinam verbas do Tesouro Nacional e financiamentos liberados pelo BNDES. Enquanto R$ 13,5 bilhões sairão dos cofres do Tesouro, o banco estatal irá viabilizar um reforço de R$ 5 bilhões.