Febraban apoia Desenrola 3.0 e prevê melhora no crédito com renegociação de dívidas de até R$ 10 mil

Entidade afirma que adesão voluntária dos bancos e foco em débitos com longo atraso são pontos positivos da nova etapa

O programa também permite usar parte do saldo do FGTS para amortizar ou quitar o valor renegociado, conforme as regras da operação.

Febraban espera melhora no mercado de crédito com nova fase do Desenrola / Divulgação/Prefeitura de Maceió

A nova etapa do Desenrola Brasil poderá ter efeitos não apenas sobre consumidores endividados, mas também sobre o mercado de crédito. Essa é a expectativa da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), que avaliou positivamente o Desenrola 3.0 anunciado pelo governo federal na sexta-feira (25/9).

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A entidade afirmou que a situação de inadimplência atualmente enfrentada pelas famílias também preocupa o setor bancário. Na avaliação da federação, o excesso de dívidas interfere no bem-estar financeiro dos consumidores e nas condições de funcionamento do mercado de crédito.

A expectativa da Febraban é que a nova rodada consiga atuar justamente sobre esse cenário. Em nota à Folha, a entidade afirmou que a iniciativa pode ajudar na recuperação financeira das famílias e, ao mesmo tempo, contribuir para um ambiente de crédito mais favorável.

Entre os aspectos destacados pelos bancos estão a participação voluntária das instituições financeiras, a manutenção das características de mercado e a escolha de débitos que já estão atrasados há bastante tempo.

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Nossa expectativa é que a implementação desse programa possa, ao mesmo tempo, aliviar a situação financeira das famílias e contribuir para melhorar o ambiente de crédito.

Programa vai mirar dívidas antigas

O Desenrola 3.0 terá como foco um estoque específico de débitos que estão registrados nos balanços dos bancos. A proposta do governo é comprar essas dívidas com desconto e utilizar a redução obtida na negociação com as instituições financeiras para oferecer condições aos consumidores.

A operação deverá começar com um leilão previsto para novembro. As instituições que apresentarem os maiores descontos terão preferência, e o abatimento poderá chegar a 90%, segundo a previsão do governo.

A União estima aplicar até R$ 15 bilhões na compra desse estoque. O volume total de dívidas que pode entrar na operação chega a aproximadamente R$ 150 bilhões, enquanto a estimativa oficial é de que cerca de R$ 75 bilhões sejam efetivamente renegociados.

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A diferença considera que nem todos os credores e consumidores elegíveis necessariamente participarão da renegociação.

Quais dívidas poderão entrar no Desenrola 3.0

A nova fase não abrangerá qualquer tipo de dívida. Poderão participar famílias com débitos de cartão de crédito, tanto na modalidade rotativa quanto parcelada, além de empréstimos pessoais em atraso.

Os empréstimos consignados ficam fora da medida. Também haverá uma exigência relacionada ao período de inadimplência: as dívidas deverão ter entre dois anos e quatro anos e meio de atraso, tomando como referência a data de 25 de setembro de 2026.

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A Febraban afirmou que acompanha e participa de iniciativas de renegociação promovidas pelo governo federal. Segundo a entidade, essas ações têm caráter emergencial e são direcionadas a públicos específicos em situações de endividamento excessivo.

Com o novo programa, a expectativa dos bancos é que parte desse estoque de débitos antigos possa ser retirada das carteiras das instituições e renegociada com os consumidores.