Ferrovia de R$ 15 bilhões vai passar por 53 cidades e redesenhar logística do Nordeste

Ferrovia integra a carteira de investimentos do Novo PAC e tem cerca de 80% das obras concluídas

Traçado principal terá 1.206 quilômetros de extensão, além de 73 quilômetros em ramais secundários

Traçado principal terá 1.206 quilômetros de extensão, além de 73 quilômetros em ramais secundários | Divulgação: Yasmin Fonseca/MIDR

Com mais de 1.200 quilômetros de extensão e passagem prevista por 53 municípios, a Ferrovia Transnordestina avança como uma das maiores obras de infraestrutura logística em execução no Brasil.

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O projeto, que liga o interior do Nordeste ao litoral do Ceará, deve alterar o escoamento de cargas na região ao conectar áreas produtoras ao Porto do Pecém.

A ferrovia integra a carteira de investimentos do Novo PAC e tem cerca de 80% das obras concluídas. O investimento total estimado é de R$ 14,9 bilhões. Até agora, R$ 11,3 bilhões já foram aplicados na construção da primeira etapa.

O traçado principal terá 1.206 quilômetros de extensão, além de 73 quilômetros em ramais secundários.

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A ferrovia vai ligar o município de Eliseu Martins, no Piauí, ao Porto do Pecém, no Ceará. Ao todo, o projeto envolve 53 cidades distribuídas entre três estados do Nordeste.

Do total de municípios atendidos, 28 estão no Ceará, 18 no Piauí e sete em Pernambuco. No território cearense, a ferrovia terá 608 quilômetros de extensão.

Para acompanhar o andamento das obras, o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, realizou vistoria nos lotes 9 e 10 da ferrovia, no Ceará.

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Esses trechos são considerados importantes para a conclusão da primeira fase do empreendimento, que conecta o Piauí ao litoral cearense.

Em dezembro, o governo federal liberou R$ 2 bilhões por meio do Novo PAC para a continuidade das obras nesses trechos.

Com a liberação dos recursos, todos os lotes da ferrovia no Ceará passaram a ter autorização para execução.

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O trecho vistoriado possui 97 quilômetros e atravessa os municípios de Baturité, Aracoiaba, Redenção, Acarape, Guaiúba, Palmácia, Maranguape e Caucaia.

De acordo com o governo do Ceará, a ferrovia terá papel relevante na integração da produção regional aos mercados internacionais.

O projeto deve conectar regiões produtoras de grãos e minérios ao Porto do Pecém, ampliando a capacidade de transporte de cargas.

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Testes e inauguração

A Transnordestina também começou a realizar testes operacionais para preparar o início das atividades. Neste mês, a concessionária Transnordestina Logística S.A. realizou o segundo teste de transporte de cargas pela ferrovia.

Durante a operação, foram transportadas 946,12 toneladas de sorgo entre o Terminal Intermodal do Piauí, em Eliseu Martins, e o Terminal Logístico de Iguatu, no Ceará. O percurso foi concluído em 16 horas e 34 minutos.

Os testes começaram em dezembro de 2025 com o transporte de produtos agrícolas. Nas próximas etapas, a previsão é ampliar as operações para outros tipos de carga.

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A ferrovia também deve alterar o fluxo logístico do Nordeste ao facilitar o escoamento da produção agrícola da região conhecida como Matopiba, que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

A expectativa é reduzir custos de transporte e ampliar a competitividade de produtos brasileiros no mercado internacional.

Segundo o Ministério dos Transportes, a ampliação da malha ferroviária é considerada estratégica para o crescimento econômico.

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A implantação de novas ferrovias tende a atrair terminais de carga, centros logísticos e outras atividades econômicas nas regiões por onde os trilhos passam.