Estudantes formados que pagam o Fies em dia ganharam uma nova opção para aliviar o peso das parcelas mensais, mas a medida exige cautela. O Governo Federal autorizou o alongamento do prazo para quem quer empreender. No entanto, o alívio temporário no boleto esconde uma armadilha: o aumento do valor total da dívida.
Quem realmente tem direito ao benefício
Diferente do que muitos pensam, a novidade não vale para qualquer graduado. A Medida Provisória 1.373/2026, regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), criou essas condições específicas para a linha de crédito chamada Fies Empreendedor.
O benefício de estender o prazo de pagamento em até 60 meses, com direito a até 6 meses de carência, é exclusivo para os beneficiários em dia que estão abrindo ou estruturando o próprio negócio. Não se trata de uma redução automática para todo mundo.
A armadilha oculta: juros sobre juros
É necessa´rio ficar atento antes de solicitar a mudança. Embora a parcela mensal caia durante os meses de carência, os juros que deixarem de ser pagos nesse período não somem. Eles serão incorporados ao saldo devedor, gerando a chamada capitalização.
Na prática, ao optar por dar uma pausa ou alongar o financiamento, incidirão juros sobre juros. O boleto do mês fica mais barato por um tempo, mas o valor total que você vai pagar ao banco no final do contrato será consideravelmente maior.
Como funciona para aderir ao programa?
Para quem cumpre os requisitos do Fies Empreendedor e deseja assumir o custo final mais alto em troca de fôlego agora, o contrato não pode ter parcelas atrasadas. A solicitação deve ser feita de forma digital pelos canais oficiais do programa.
Os bancos parceiros, como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, farão a análise do perfil empreendedor e o recálculo do saldo. O governo espera que a medida ajude novos negócios a decolarem, apesar do custo financeiro extra a longo prazo.
